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Notícias do mundo Jequitinhonha

Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Em virtude de vários comentários que surgiram sobre a UFMG adotar ou não o SISU, na última sexta (30/03), foi divulgado no twitter da Universidade, que o vestibular da UFMG continuará igual ao de 2012. A 1ª etapa será o ENEM, e a 2ª continua sendo o vestibular, a UFMG não planeja adotar o SISU.

Essa é uma ótima notícia aos vestibulandos de Minas Gerais, uma vez que, com o SISU a concorrência no vestibular aumenta de forma significativa, pois todos que fazem o ENEM, ou seja, candidatos de todo o país podem se inscrever nas Universidades que adotam esse sistema sem passarem por uma prova de segunda etapa.

 

Fonte: http://www.prefederal.org.br/index.php/ufmg-nao-planeja-aderir-ao-sisu

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A Vázea do Lageado de Milho Verde agora é Monumento Natural !!

A comunidade de Milho Verde comemora o decreto do Monumento Natural da Várzea do Lageado e Serra do Raio, decretado em 6 de junho de 2011.

O decreto foi asssinado pelo governador Antônio Anastasia na abertura da Semana Estadual do Meio Ambiente. A área do Monumento Natural é de 2.199,9754 hectares e abrange as comunidades de Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras e Capivarí.

A discussão para a criação do Monumento Natural se iniciou no 1º Encontro Ambiental de Milho Verde, durante o 8º Encontro Cultural de Milho Verde em julho de 2007, organizado pelo Instituto Milho Verde. Desde então, a comunidade local junto ao poder público municipal e o IEF trabalhou para que o Monumento Natural fosse criado.

A preservação da Várzea do Lageado é de extrema importância devido à riqueza da sua biodiversidade. Veja algumas fotos do Monumento Natural.
Fonte: www.institutomilhoverde.org.br
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Por Ulisses Tavares em 10/04/2012 na edição 689

Originalmente Publicado no Observatório da Imprensa

Reproduzido de O TREM Itabirano nº 79, abril de 2012; intertítulo do OI

Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola.

Continuem, jovens, vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos reality shows.

(Epa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender essa última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Mônica, na onda dos sarados e popozudas que veem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)
Explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro InfantoJuvenil, no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de quê? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos).

Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de ideia.

Primeiro, eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa- múndi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.

Saída única

Logo depois, li uma notícia boa, que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola, mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua tecnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.
E, por último, li, em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que, para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos, comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.

Viram como ler atrapalha? A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude.

E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam, já que, se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes, não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.
Por isso que, num momento de desalento, decidi que de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.

A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.

Reconheço: a maioria está certa em não ler. E tem, no mínimo, cinco razões poderosas, maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:

1. Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do país. Não vale a pena o esforço. Como disse Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Por isso que eles mandam e desmandam há séculos;

2. Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil, impunemente; principalmente, porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;

3. Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes aparecem na mídia;

4. Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;

5. Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.

O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém – nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura – pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta de que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, três entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.

Mas paro por aqui, já que, apesar desses tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.

De um especialmente – o poeta Thiago de Melo –, com seu verso comovido e repleto de coragem: “Faz escuro, mas eu canto!”

Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras.

***

[Ulisses Tavares é poeta, jornalista, publicitário, roteirista de televisão e professor]

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Escola Municipal atenderá cerca de 700 crianças 


Hélio Souza
Originalmente Publicado no Jornal A cidade de Capelinha
A cidade de Capelinha, no alto Jequitinhonha, se prepara para inaugurar nos próximos meses a Escola Municipal Luíza de Marilac Barbosa, que está sendo construída no Bairro Vista Alegre.
A escola terá 10 salas, com Biblioteca, Sala de informática, Secretaria, Diretoria, Almoxarifado, Cozinha, Despensa, Vestiários, Sanitários, Refeitórios além de uma área coberta para circulação.
Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, o valor total da obra é de R$ 737.981,09 . Sendo 573.511,18 de repasse do Governo do Estado e R$ 164.469,91 de contrapartida da administração Municipal.
Esta é a primeira escola Municipal Construída na região urbana e deve atender a cerca de 700 alunos do 1º ao 4º ano.

Convênio garante aquisição de Veículos para Transporte Escolar
Através de um convênio celebrado entre a Prefeitura Municipal de Capelinha através da Secretaria Municipal de Educação e o Ministério da Educação, nos próximos dias, Capelinha receberá 4 ônibus escolares totalmente novos, para atender estudantes da Zona Rural que se deslocam para estudar.
O valor do convênio é 854.560 e já se encontra creditado na conta especifica do convênio aguardando somente a liberação e assinatura do contrato, por parte das empresas para recebimentos dos veículos.
Veja Abaixo os veículos adquiridos:
Tipo de Veículo
Quantidade
Valor Total
Ônibus escolar rural(Médio)
1
214.880,00
Ônibus escolar rural (Grande)
2
453.680,00
Ônibus escolar rural Pequeno)
1
186.000,00
Total Geral
854.560,00
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Por Fernando Filgueiras 

Originalmente Publicado no Fórum do Interesse Público *

Machado de Assis (1839 – 1908)

“Variam os comentários. Uns querem ver nisto indiferença pública, outros descrença, outros abstenção. No que todos estão de acordo, é que é um mal, e grande mal. Não digo que não; mas há um abismo entre mim e os comentadores; é que eles dizem o mal, sem acrescentar o remédio que há de curar o doente. Tudo está em acertar com a causa da moléstia. (…)

Resta-nos a indiferença; mas nem isto mesmo admito. Indiferença diz pouco em relação à causa real, que é a inércia. Inércia, eis a causa! Estudai o eleitor; em vez de andares a trocar as pernas entre três e seis horas da tarde, estudai o eleitor. Achá-lo-ei bom, honesto, desejoso da felicidade nacional. Ele enche os teatros, vai às paradas, às procissões, aos bailes, aonde quer que há pitoresco e verdadeiro gozo pessoal. Façam-me o favor de dizer que pitoresco e que espécie de gozo pessoal há em uma eleição? Sair de casa sem almoço (em domingo, note-se!), sem leitura de jornais, sem sofá ou rede, sem chambre, sem um ou dois pequerruchos, para ir votar em alguém que o represente no Congresso, não é o que vulgarmente se chama de caceteação? Que tem o eleitor com isso? Pois não há governo? O cidadão, além dos impostos, há de ser perseguido com eleições? (…)

Que fazer? Aqui entra a minha medicação soberana. (…) O eleitor não vai à urna, a urna vai ao eleitor.”

Os trechos do texto acima foram retirados de uma crônica de Machado de Assis publicada em 7 de agosto de 1892, em A Semana. Pouco depois do golpe que deu início à República no Brasil, já se percebia dificuldades no que diz respeito ao exercício da cidadania. Argumentos pitorescos para os dias de hoje, diriam os mais apressados. Porém, no Brasil, é um tema velho em roupagens novas. O tema da desconfiança e da indiferença dos eleitores em relação aos processos eleitorais é comumente apontado como um dos principais problemas relacionados à legitimidade do regime democrático no Brasil.

De fato, o Brasil é um dos campeões da desconfiança. Diria um dos lados do debate que isto é retrato do déficit de democratização no Brasil. Do outro lado do debate, alguns diriam que esta desconfiança é sinal da vitalidade da democracia no Brasil, à medida que representaria a emergência de cidadãos críticos e mobilizados para a defesa de seus interesses, uma vez que insatisfeitos com o regime.

Mas, de fato, mais preocupante do que a desconfiança (ou descrença como preferiria Machado) é a indiferença e a inércia. Talvez vivamos um tempo em que a indiferença em relação à política, especialmente na dimensão da representação eleitoral, seja a marca mais saliente de nossa democracia. Não importa a coloração e o discurso ideológico, a posição contra ou a favor do aborto, contra ou a favor a presença de bebidas nos estádios, durante a Copa de 2014. Drummond estava errado. Não estamos no tempo dos partidos, muito menos de homens partidos. Vivemos o tempo da indiferença, da indiferença em relação ao debate, às posições públicas assumidas pelos representantes e aos temas candentes da esfera pública.

E mais preocupante do que a indiferença dos cidadãos é a indiferença alimentada pelas instituições. No afã de corrigir as mazelas do processo eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral, a quem cabe zelar pelo bom andamento das eleições, toma a decisão de proibir a veiculação de propaganda no Twitter. As instituições da democracia brasileira têm cuidado de afastar o eleitor das urnas, como se ele já não tivesse gozos melhores e mais proveitosos do que sair em um domingo sem almoço para exercer sua cidadania.

No mínimo, esta é uma decisão que proíbe o debate, a explicitação de posições públicas, de opiniões sobre a coletividade que qualquer pessoa que se arvore o papel de representante de alguma coisa ou de alguém deve ter. Alimentar a indiferença do cidadão e dos homens partidos é alimentar soluções autoritárias, em que o remédio para corrigir as mazelas da política matam o doente por inteiro. Alimenta-se um demiurgo que surge calado e que não tolera o exercício da diferença!

Nesse caso, para o avivamento da democracia brasileira, na ânsia de reduzir a descrença dos eleitores, levemos as urnas aos cidadãos. E levar as urnas aos cidadãos significa fortalecer o debate e a publicidade das posições que os homens partidos, porque diferentes e não indiferentes, devem ter. Olhemos para o eleitor. Porque se ele for indiferente, não tolerará as diferenças, porquanto submetido à inércia do cotidiano. Machado de Assis, certamente, sabia do que estava falando.

* O Fórum do Interesse Público reúne publicações de Pesquisadores do Centro de Referência do Interesse Público da Universidade Federal de Minas Gerais ( CRIP/UFMG), que aborda temas como corrupção, democracia participativa, sociedade civil e instituições públicas.

Comitiva minasnovense é recepcionada no Gabinete do Min. Mercadante

A comitiva minasnovense participou de importante reunião com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nesta quarta-feira, 15.02, na sede do Ministério da Educação, em Brasília. O tema do encontro foi a implantação de campus da UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Novas.

A comitiva, formada pelos deputados federais Gilmar Machado e Marcus Pestana, além do ex-deputado federal Carlos Mota, do prefeito de Minas Novas, José Henrique, do ex-prefeito Felipe Mota, do prefeito de Leme do Prado, Wilmar Barroso, do presidente da Câmara de Minas Novas vereador Paulista, alem dos vereadores Branco de Piu e João Dutra, do delegado do MDA em Minas Gerais, Alcides Guedes, representando a ACIAMN o empresário Aguinaldo Lima, e do representante da comissão UFVJM em Minas Novas, Bernardo Vieira. 

O deputado federal Gilmar Machado requereu maior atenção com a população do Vale do Jequitinhonha, notadamente na educação. Disse ainda que Minas Novas é merecedora de campus universitário na cidade.O deputado federal Marcus Pestana também defendeu a implantação de campus na cidade. Disse sobre a discussão levantada pela UFVJM sobre a expansão desta e pediu atenção especial ao projeto técnico elaborado pela comissão minasnovense.

Após, o ex-deputado federal Carlos Mota citou passagens que teve com o ex-presidente Lula quando da comemoração do centenário de JK, quando solicitou a criação de uma universidade nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Lembrou que ele é o autor do Projeto-Lei que criou a UFVJM. Disse ainda sobre a polêmica que se instalou sobre a UFVJM quando o reitor Pedro Ângelo queria mudar o nome da universidade.

O ex-deputado citou ainda a parte histórica do município, lembrando ainda que Minas Novas, diferente das demais cidades do ciclo do ouro, é a única cidade que não possui universidade. O prefeito minasnovense José Henrique entregou ao Ministro Mercadante assinaturas de diversos prefeitos da região que apóiam a causa e pediu atenção especial ao pleito minasnovense.

O Ministro Aloizio Mercadante parabenizou a comitiva pela visão de desenvolvimento, notadamente na educação. Citou exemplos de outros Vales que tiveram seu desenvolvimento após investimentos na educação, como o Vale do Paraíba, que após o histórico do café, teve sua redenção pós-instalação da ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Mercadante citou ainda os benefícios de se ter uma universidade na região, pois a mesma é a única capaz de trazer pesquisa, extensão, investimentos privados, além de ser centro pensante tanto socialmente como politicamente, sem falar nas industrias que se instalam na região. Lembrou a vinda de Lula em 1989, ainda candidato a presidente da república, em que acompanhou o ex-presidente na viagem pelo Vale do Jequitinhonha.

Em um dos pontos mais importantes da reunião, Mercadante citou que houve recentemente a criação de quatro novas universidades, além da expansão de 47 campi. Disse ainda que teria que se construir uma nova rodada de negociação para a criação de mais universidades e campi.

Lembrou também que além da parte histórica, como o caso minasnovense, a criação da universidade deve atender também critérios técnicos. Após, representando a comissão da UFVJM em Minas Novas Bernardo Vieira falou da importância, além da parte histórica, dos dados técnicos que a cidade possui. Citou o parecer elaborado pela comissão da UFVJM em que a mesma cita que Minas Novas, devido ao fato de possuir um baixo IDH, ser a cidade em que se teria o maior impacto social na região. Lembrou ainda de dados favoráveis como a localização geográfica, população acadêmica, dentre outros.

Ao final, o ministro prometeu estudar com carinho o projeto e novamente elogiou a comitiva por ser a primeira cidade a ter procurado o ministro. Lembrou ainda da expansão dos IFET’s no Vale do Jequitinhonha, possivelmente quatro ou cinco, durante sua gestão.

 Comentário de Bernardo Vieira, do Blog do Jequi; 

O encontro foi positivo, esclarecedor. O Ministro demonstrou a dificuldade em se criar novos campus, o que já é conhecimento e Todos. Entretanto, enfatizou a importância em se ter uma universidade em local pobre, devido o impacto social que esta promove.

Como sempre falo, a luta pela universidade é um sonho grande, de difícil conquista, porém é nessa pequena chance que o Vale do Jequitinhonha e Mucuri deve se agarrar. Com certeza seja essa, num futuro próximo, a melhor e única chance da região em se ter um investimento deste porte, que causará impacto positivo nunca visto na região.

Parabenizo na oportunidade a equipe responsável pela elaboração do estudo técnico: Adalgísio Gonçalves, Adão Carlos Evangelista, Adelson Aparecido, Bernardo Vieira, Domingos Mota, Ênio Almeida, Giovanni Sena, Irene Sena, Marcos Lourenço Fernandes e Valdirene Guadalupe e dos Colaboradores Claudia Machado, Geraldo Agostinho e Jason Mota.

Fonte: Blog do Jequi; 

Prazo de inscrições para profissionais de saúde, prorrogado por edital publicado hoje, termina no próximo dia 12. Já os municípios têm até dia 7 para aderir

Um em cada cinco municípios brasileiros já aderiu ao Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab). Até o momento, 1.327 municípios (ver tabela abaixo) já fizeram a adesão ao programa, com oferta de 3,7 mil vagas  para médicos (2 mil), enfermeiros (1 mil) e cirurgiões dentistas (700). Em Minas Gerais, são 160 municípios que oferecem emprego para profissionais de saúde (veja tabela abaixo). A vagas são para as pessoas que estejam interessada em atuar nas equipes de saúde da família e outras estratégias atenção básica. Os municípios interessados têm até dia 7 de fevereiro para fazer sua adesão e  os profissionais de saúde até o dia 12, segundo edital publicado nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União prorrogando o prazo.
Além do benefício de contar com profissional por 40 horas semanais, os municípios também receberão o incentivo para a implantação e manutenção do Telessaúde, que permitirá às instituições de ensino superior vinculadas ao Provab dar suporte às atuação dos profissionais. Os municípios serão responsáveis pela contratação e remuneração dos profissionais, bem como pelo custeio de moradias quando houver necessidade.

Podem participar os municípios listados na Portaria Conjunta n° 2 (2011), definidos pelo Ministério da Saúde segundo o percentual da população em extrema pobreza e da população residente na área rural.
Os municípios selecionados foram agrupados de acordo com os seguintes perfis: população rural e pobreza intermediária ou elevada; populações quilombola, indígena e assentamentos rurais; capital ou região metropolitana; população maior que 100 mil habitantes.
Dos 1.327 municípios aderiram ao programa, 160 estão em Minas Gerais, seguido por  Pernambuco, com 132. Ceará e Bahia possuem, respectivamente, 127 e 119 municípios já cadastrados no programa. “É essencial a participação dos municípios nesta iniciativa, pois ela vai permitir a ampliação e a melhora do acesso à saúde nesses locais. É preciso promover a melhor distribuição dos profissionais pelas diversas regiões brasileiras, para que municípios como esses passem a fornecer à população um serviço completo e de qualidade” esclarece o ministro Alexandre Padilha.
O governo federal financiará a operação dos Núcleos de Telessaúde das unidades onde estarão atuando os profissionais, bem como as atividades dos tutores, além de cursos de especialização em Saúde da Família. A contratação dos profissionais será feita pelas secretarias municipais de saúde, com as quais será estabelecido o vínculo empregatício.
Médicos vão concorrer a 2 mil vagas
Médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que desejarem concorrer a uma das 3,7 mil vagas do Provab – têm mais duas semanas para realizar suas inscrições. O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira (31/01), no Diário Oficial da União, edital prorrogando oficialmente o prazo para o dia 12 de fevereiro. Médicos vão concorrer a 2 mil vagas, enquanto que para enfermeiros e cirurgiões-dentistas estão sendo oferecidas, respectivamente, 1 mil e 700 oportunidades.
Além de ter uma oportunidade de trabalho, os profissionais de saúde terão mais facilidade em, posteriormente, ingressar em programas de residência em qualquer especialidade e universidade pública do país. Os profissionais que tiverem boa avaliação de desempenho receberão pontuação adicional de 10% na nota final dos exames de residência médica que vierem a prestar. O objetivo do programa é reforçar os recursos humanos da atenção básica em municípios com carência de pessoal.
“O Provab é mais um dos programas do Ministério da Saúde que visa reduzir as desigualdades regionais existentes em nosso país no que diz respeito ao acesso à saúde. Além disso, o programa oferece aos profissionais participantes a oportunidade de conhecer diferentes realidades e de exercer a profissão onde a população mais necessita, fortalecendo a dimensão da relevância social de sua atuação”, analisa o ministro Padilha.
Os profissionais passarão por duas fases
O processo seletivo está dividido em duas fases: a fase de habilitação e a fase de seleção. A fase de habilitação vai até dia 12 de fevereiro, e as inscrições devem ser efetuadas pela internet, por meio deste link. Poderão se inscrever médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que tenham concluído a graduação, e possuam registro profissional junto ao respectivo conselho de classe à época do início das atividades profissionais. Os candidatos deverão indicar, em ordem de preferência, seis localidades em que preferem atuar.
Ao preencher o formulário eletrônico, o candidato deverá anexar arquivo contendo cópia do diploma de graduação ou certificado de conclusão de curso e cópia de documento de identificação com foto, conforme determina oedital que detalha o procedimento. Candidatos que encontrarem dificuldades técnicas durante a realização da inscrição podem tirar suas dúvidas pelo endereço nti.dab@saude.gov.br. A  divulgação da lista dos profissionais habilitados e dos municípios que aderiram ao programa está prevista para o próximo dia 15. Os candidatos habilitados deverão então efetuar inscrição para a fase de triagem e seleção de 15 a 20 de fevereiro. A divulgação do resultado final do processo seletivo está prevista para o dia 24 de fevereiro. Os profissionais devem começar a prestar o serviço nas unidades de saúde já a partir de março.
Terão preferência na fase de triagem os candidatos que tiverem se graduado em instituição de ensino superior que for entidade supervisora do município da vaga pretendida, tiverem nascido ou atuarem no mesmo estado da vaga pretendida e tiver maior idade. Também será considerada a ordem de inscrição.
O PROGRAMA
Nesta primeira edição do Provab,será firmado contrato de um ano com os profissionais que forem selecionados. Ao final desse período, os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho receberão pontuação adicional de 10% na nota nos exames de residência médica que vierem a prestar.
Durante toda a atuação nas unidades de saúde, os profissionais serão tutoriados pelas instituições de ensino superior participantes, que darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telessaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde. As instituições poderão auxiliar com a chamada “segunda opinião formativa” na assistência aos pacientes do SUS.

Fonte: Blog do Jequi, com informações do Portal da Saúde

Os blocos abaixo registram o primeiro debate da seção “Desentendimento”. A cada mês, o leitor encontrará no blog um debate em vídeo em que os convidados apresentam opiniões divergentes sobre um tema proposto pela revistaSerrote. Neste primeiro encontro, o filósofo José Arthur Giannotti e o cientista político André Singer discutem o legado do governo Lula.  A conversa foi conduzida por Mario Sergio Conti, diretor de redação da revista Piauí.

Bloco I

“Não queremos uma classe média mixa”

No primeiro bloco do debate, o filósofo José Arthur Giannotti discorda da ideia proposta por André Singer, para quem o momento político brasileiro recupera traços do varguismo. Ele lembra que Getúlio fundou dois partidos, ao passo que Lula, a quem chama de “extraordinário macunaíma”,  teria dissolvido os partidos políticos, criando “uma meleca geral”. Ele aponta ainda a necessidade de se qualificar os termos do surgimento da nova classe média. “Não queremos uma classe média mixa”, afirma. “Não podemos perder padrões de excelência”.

André Singer refuta a ideia de desestruturação do sistema partidário. Para ele, há uma tendência de americanização da política brasileira, com a polarização entre PT e PSDB. O cientista político acredita ainda, ao contrário de Giannotti, que os oito anos de governo Lula representam o rompimento com o “ciclo neoliberal” iniciado por Collor e intensificado por FHC.

Bloco II

“O PSDB não teria feito o Bolsa-Família”

Na segunda parte da conversa, Giannotti afirma que o PSDB jamais teria feito o programa Bolsa-Família, pois ficaria perdido na exigência de condicionantes. “E nem foi tão caro assim”, reconhece. A afirmação é rara entre os quadros tucanos, que costumam reivindicar para si a criação dos programas sociais intensificados pelo governo Lula. Apesar disso, o filósofo acredita que o Bolsa-Família não é indutor de cidadania, pois estimula uma cidadania concedida, não conquistada.

Singer, ao contrário, não vê traços de clientelismo no programa e acredita que ele representa uma expansão efetiva da cidadania no Brasil. Acredita ainda que é impossível surgir uma terceira força no quadro partidário brasileiro capaz de fazer frente a PT e PSDB.

Bloco III

Neoliberais são os outros

Neste trecho, André Singer defende que a queda da desigualdade é significativa no país e que ela não se restringe apenas à renda proveniente do trabalho, mas também à diferença entre a renda do trabalho e a renda do capital. Os níveis, segundo ele, estão voltando aos índices pré-1964. Contestado por Giannotti, para quem isso é pouco significativo, ele rebate: “Nós vivemos uma ditadura, duas décadas perdidas e depois um período neoliberal. Tudo tendendo a jogar no aumento da desigualdade”.

Giannotti recusa o rótulo de neoliberal atribuído ao governo Fernando Henrique. Para ele, as privatizações não implicam necessariamente um estado neoliberal: “Dizer que entramos no neoliberalismo por causa das privatizações é falso”, afirma. “Não é preciso ter como projeto o aumento da propriedade estatal. Dizer que é neoliberal é evitar a discussão sobre qual estado nós queremos.”

Bloco IV

Universidades ou escolinhas?

Este bloco concentra análise sobre a situação do ensino superior no Brasil. Segundo Giannotti, não basta investir na democratização e criar universidades federais, como no governo Lula. A qualidade do ensino saiu do foco. “São escolinhas que receberam o nome de universidade. Houve uma massificação violenta do ensino, com consequências catastróficas.” Giannotti argumenta que todo país que passa pelo processo de democratização de ensino cria um sistema de formação de quadros. “O Brasil tem isso? É claro que não. As questões básicas foram empurradas com a barriga para a dona Dilma, quero ver como ela vai resolver.”

Singer vai na direção oposta. “Na educação e na saúde, é muito claro o que é o neoliberalismo”, diz ele. “Estamos em face de uma disjuntiva: ou ter saúde pública e educação publica universal, ou ter educação privada para aqueles que podem pagar. O governo FHC acelerou isso por meio de um sucateamento das universidades federais.”

Bloco V

“É preciso ir além da briguinha entre PT e PSDB”

A última parte da conversa gira em torno dos limites impostos à industrialização no Brasil. Já é possível pensar num país que deixe de ser agroexportador e se torne capaz de uma produção industrial de ponta? André Singer acredita que sim. Ele afirma que, apesar da situação internacional instável e da extensão ainda indefinida da crise econômica de 2008, a importância do Brasil no cenário internacional mudou. “Estamos diante de uma janela de oportunidade”, diz.

Já Giannotti acredita que não adianta o país investir em tecnologia sem saber antes quais as áreas em que efetivamente pode fazer diferença. “Sabemos que 60% das exportações são de matéria-prima. Precisamos investir nas áreas certas, que agreguem valor”, afirma ele. “Sem um plano de longo prazo que vá além da briguinha entre PSDB e PT, vamos retroceder. É preciso lembrar que há países que dão certo e há países que não dão. Não queiramos imitar os nossos irmãos argentinos.”

Os blocos abaixo registram o primeiro debate da seção “Desentendimento”. A cada mês, o leitor encontrará no blog um debate em vídeo em que os convidados apresentam opiniões divergentes sobre um tema proposto pela revista Serrote. Neste primeiro encontro, o filósofo José Arthur Giannotti e o cientista político André Singer discutem o legado do governo Lula. A conversa foi conduzida por Mario Sergio Conti, diretor de redação da revista Piauí.
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Projeto do Governo Federal é iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário

A comunidade indígena de Engenheiro Schnoor, do município de Araçuaí, no Mèdio Jequitinhonha, nordeste de Minas, recebe neste 24.01, um incremento para o incentivo à leitura. Os índios da etnia Pankararu Ipataxó vão ganhar uma biblioteca do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A inauguração é parte do Programa Arca das Letras, uma iniciativa criada em 2003, que já implantou 31 acervos indígenas no estado de Minas e atende também outras etnias do território mineiro, os Pankararu e os Maxacali.

“Os temas dos livros foram indicados pelos índios de Engenheiro Schnoor, além de outros assuntos que foram incluídos pelo MDA que possam ajudar no entendimento de seus direitos, como estatutos. Nossa ideia é contribuir para a valorização da cultura indígena. São títulos de literatura brasileira, literatura indígena, cidadania e meio ambiente”, explica a coordenadora nacional do Programa Arca das Letras e coordenadora geral de ação cultural do ministério, Cleide Soares.

Ela acrescenta que o acervo tem como meta fortalecer a comunidade do ponto de vista cultural. “Acreditamos que a biblioteca é um componente que agrega valor às ações já desempenhadas pelos índios, ampliando as fontes de informação. Temos exemplos de sucesso em outras comunidades, onde o material do Arca das Letras ajudou na criação de projetos locais de técnicas agrícolas”, destaca Cleide Soares.

Assim como as outras bibliotecas rurais, a dos índios Pankararu Ipataxó ficará sob a responsabilidade dos Agentes de Leitura. Os agentes são voluntários selecionados por meio de consulta popular. Desde 2003, o programa capacitou 17,5 mil agentes em todo o Brasil para atender e instruir os usuários. No evento de entrega do acervo em Engenheiro Fchnnor, serão capacitados mais dois agentes. No treinamento, eles aprendem práticas de incentivo à leitura, de empréstimo de livros e também de ampliação dos acervos.
Esta é a segunda biblioteca implantada pelo MDA em Araçuaí. Por isso, os agentes de leitura que já atuam no município também receberão nova formação para aperfeiçoarem os seus conhecimento.Em Minas Gerais há 770 bibliotecas Arca das Letras em funcionamento no meio rural atendendo a mais de 70 mil famílias de agricultores. O Estado possui 1,4 mil agentes capacitados.

Sobre o Arca das Letras

Criado pelo MDA em 2003, o Arca das Letras implantou em todo o país 8,8 mil bibliotecas rurais em 3,2 mil municípios brasileiros. Até agora, o número de livros distribuídos passa de 2 milhões, beneficiando mais de 1,5 milhão de famílias do campo, dentre agricultores, assentados da reforma agrária, pescadores, quilombolas, indígenas e populações ribeirinhas.

As bibliotecas são instaladas na casa de um morador, ou na sede de uma associação rural. As comunidades escolhem os assuntos que formam os acervos, o local onde a biblioteca funcionará e indicam os moradores que serão capacitados como agentes de leitura. Os acervos, armazenados em móveis-bibliotecas, denominadas de arcas, possuem títulos da literatura brasileira e estrangeira, material didático, histórias em quadrinhos e publicações técnicas, entre outras opções.

PROGRAMAÇÃO

24 de janeiro 2012 – terça-feira – Araçuaí/MG
8h às 9h: Cadastramento
9h às 10h30: Capacitação de agentes de leitura da comunidade rural de Engenheiro Fchnnor – Araçuaí/MG e formação dos agentes de leitura da Comunidade Pankararu Ipataxo – Cinta Vermelha
10h30: Apresentação Cultural
11h: Solenidade de entrega biblioteca rural e diplomação dos agentes de leitura
Local: Tele Centro Comunitário Engenheiro Schnoor – Araçuaí/MG
Apoio: Ministério da Educação-FNDE / Programa Nacional de Crédito Fundiário
Confirmação de presença: (31) 3344-1881/ (33) 9981-3163 / arcadasletras@mda.gov.br

Fonte: Blog Do Banu, com informações www.mda.gov.br

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Pelas longas estradas desta vida, com seu jeito simples de autêntico fanadeiro, Tarcísio Mendes  palmilhou todos os caminhos do Vale do Jequitinhonha comprando e vendendo suas quinquilharias de feira como pedras, fumo, espora, carne-seca, queijos, requeijão e marmelada.

Alegre e sorridente, espalhou amigos pelos seus diversos itinerários por onde seguia a pé, sempre descalço (pois

Tarcísio era conhecido por nunca ter usado nenhum tipo de calçado.

nunca usou chinelos ou sapatos!), com as mãos desarmadas e o coração aberto e cheio de préstimos para servir a todos e repartir a sabedoria de sua amizade.Faleceu dia 20/01/2011, dia de São Sebastião, este grande guerreiro que tinha o nome de um outro santo-menino.

Deixa grande saudade em cada peito de seus familiares e aos milhares de amigos que dele haverão de eternamente se recordar, tanto em Minas Novas como em Capelinha, assim como em todas as veredas e chapadas aonde o cheiro bom do pequi e da mangaba se despertar com suas flores em homenagem à sua lembrança.
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