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Notícias do mundo Jequitinhonha

Archive for the ‘Turismo’ Category

Um projeto idealizado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura do Município de Chapada do Norte está levando para o Distrito de Santa Rita do Araçuaí o pintor Leandro Junior, responsável pela decoração dos bancos da Praça Teófilo Veiga, retratando os principais atrativos turísticos do lugar, como o “Casarão de Janjão” e o “Casarão de Nem de Dão”, antiga residência de Teófilo Veiga, o fundador da comunidade.

Vai retratar ainda o rio Araçuaí, principal atrativo turístico da comunidade, e sua importância para o distrito. Será retratado também a Folia de Reis, além da Igreja deSanta Rita de Cássia e da Capela de Nossa Senhora Aparecida.

Quem passa pela praça já consegue perceber o talento do artista, aliado ao valor cultural que o distrito possui.

O distrito de Santa Rita faz parte doCircuito Turístico Lago de Irapé e do Programa Turismo Solidário.
Fonte: fonte: Blog do Jequi, com informações do Blog do Tim (com alterações)
Categories: Cultura Gerais, Turismo

São R$ 20,1 milhões por ano para conservar 219,5 quilômetros

O DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre abrirá editais do PRO-CREMA – Programa de Contratação, Restauração e Manutenção por Resultados que prevê intervenções no pavimento de 57% da malha rodoviária federal sob sua responsabilidade em o país. Para executar as melhorias em 32 mil quilômetros, do total de 55,6 mil quilômetros de rodovias pavimentadas serão investidos cerca de R$ 16 bilhões em cinco anos.

Os primeiros editais do PRO-CREMA contemplam 5.649 quilômetros de 27 rodovias em nove Estados, com investimento aproximado de R$ 3,6 bilhões

Neste programa, consta o valor de R$ 105,5 milhões para conservação da BR 367, durante 5 anos. Ou seja, anualmente, a BR que corta o Vale do Jequitinhonha, gastará R$ 21 milhões em sua manutenção, em um trecho de 219,5 quilômetros.  Este trecho equivale ao início do asfalto , km 79,9, entre Jacinto e Almenara, no Baixo Jequitinhonha até o km 299,4, no Entrocamento MG 114, Virgem da Lapa, no Médio Jequitinhonha. Todo este trecho está asfaltado indo de Jacinto, passando por Almenara, Jequitinhonha, cruzando com a BR 116, em Itaobim, passa por Itinga, Araçuaí, chegando a Virgem da Lapa. Segundo o último relatório do DNIT sobre as condições das rodovias federais, publicado no dia 22.12.2011, no site do órgão público, consta o seguinte:

INÍCIO PAVIMENTAÇÃO (JACINTO) – ENTRONCAMENTO MG-105 (JEQUITINHONHA)- 79,9 ao 152,9 – Trecho asfaltado, porém a pista encontra-se em condições precárias. 

ENTRONCAMENTO MG-105 (JEQUITINHONHA) – ENTR BR-116 (Itaobim) – 152,9 ao 217,6.Trecho em boas condições de trafegabilidade. Sem buracos. Sinalizações vertical e horizontal em bom estado. Contrato manutenção e restauração vigente.

ENTRONCAMENTO BR-116 (Itaobim) – ENTR MG-114(A) (Virgem da Lapa, na entrada para Berilo) – 217,6 ao 301,4 – Trecho delegado ao DER/MG.

A portaria do Ministério dos Transportes que estabelece princípios e diretrizes do Programa foi publicada no Diário Oficial da União no dia 21.12. Ela prevê que os contratos dessa modalidade terão duração de cinco anos e que, a partir da ordem de início, as empresas contratadas deverão concluir os serviços de restauração em até 36 meses, além de executar a manutenção durante toda a vigência do contrato.

O programa usa como base projetos executivos que definem intervenções mais profundas no pavimento das rodovias, baseadas em soluções de pavimentação que posam garantir boa trafegabilidade por período de até dez anos. Os projetos também incluem sinalização horizontal e vertical e em alguns casos a manutenção de Obras de Arte Especiais.

As licitações serão realizadas com edital padrão. Os primeiros editais com processos licitatórios já instruídos contemplam 5.649 quilômetros de rodovias e devem ser publicados até janeiro.

Em janeiro a sede do DNIT em Brasília abrirá licitações programadas para o estado de Minas Gerais. Para conferir as concorrências já preparadas com as rodovias, extensões e valores das obras nos Estados, segundo Evandro Alvarenga, da Assessoria de Imprensa do DNIT.

TRECHO A SER CONSERVADO: BR-367/MG LOTE 08Km 79,90 – Km 299,40 219,5
VALOR : r$ 105.570.095,00.

Clique nos links abaixo e veja detalhe da Licitação:
dnit.gov.br/licitacoes-recuperação-malha-rodoviaria-federal
dnit.gov.br/planilha-crema-2.pdf
dnit.gov.br/rodovias/condicoes/BR=367-MG

Fonte: Blog do Banu;

Sobradão colonial feito de pau-a-pique, na cidade de Minas Novas, Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas

Na manhã desta terça-feira, 27.09, em comemoração ao Dia Mundial do Turismo, o secretário de Turismo de Minas Gerais, Agostinho Patrus Filho, anunciou os 63 municípios mineiros que serão contemplados com os recursos do ICMS Turístico em 2012, previstos em R$ 10 milhões. A distribuição desta parcela é uma ação pioneira que acontece no Brasil. “Esta é uma forma da política pública ser executada na ponta, nas cidades – que detêm o conhecimento de suas reais necessidades e sabem em quais ações o benefício será melhor aplicado para o desenvolvimento do turismo ”, afirmou o secretário.

Neste ano, 217 cidades mineiras enviaram para a Secretaria de Estado de Turismo a documentação para habilitação ao benefício. Houve um crescimento de 41% na participação dos municípios em relação a 2010. Já no ano anterior, 44 cidades mineiras foram habilitadas e desde janeiro de 2011, e semanalmente recebem o benefício. A expectativa é de que até o final deste ano estas 44 cidades recebam uma soma de R$ 8 milhões. Confira os municípios do Vale do Jequitinhonha contemplados, a partir de janeiro, são: Angelândia, Botumirim,Capelinha, Grão Mogol, Itacambira, Jenipapo de Minas e Minas Novas.

A Diretora do Circuito Turístico do Lago de Irapé, do Departamento de Turismo de Grão Mogol, Diná Costa, salienta que dois municípios da entidade foram beneficiados, sendo destaque no Estado.
Fonte: Blog do Banu, com informações da Agência Minas

Por Sérgio Vasconcelos 

Todos os domingos a praia de Coronel Murta se transforma em local de verdadeira romaria de turistas de cidades vizinhas. Ao fundo a Pedra do Frade e um flagrante de queimada da vegetação. 

Banhado pelo rio Jequitinhonha e encravado em pleno sertão central do Vale do Jequitinhonha, o município de Coronel Murta, em Minas Gerais, está se transformando em um importante pólo de turismo ecológico. Todos os fins de semana a cidade é invadida por verdadeiras romarias de turistas de cidades vizinhas, em busca de lazer oferecido pelo que restou de sua praia. A cidade tem pouca estrutura hoteleira o que poderia atrair mais turistas. Porém, suas belezas naturais compensam o turista.

Além da beleza do rio, sua proximidade com cadeias de montanhas monumentais oferece ao visitante um leque de atrativos pouco explorados e que podem propiciar, a prática de montanhismo, trekking, cavalgadas, mountain bike e asa delta. Aliás, as cadeias de montes e montanhas garantem a Coronel Murta um lugar de destaque que poderia ser utilizado em campeonatos brasileiros de vôo livre, além de outros esportes radicais. No município se localiza ainda um importante ecossistema do semi-árido do Nordeste mineiro.

O rio Jequitinhonha é propício para esportes radicais como o rafting e canoagem. Jovens aproveitam corredeiras em Coronel Murta para se divertirem.

“ Vejo aqui um lugar propício para trilhas ecológicas. Está na moda”, disse o ex- campeão mineiro de motocross, Flávio Brigolini, natural de Mariana ,que circulava pela praia da cidade no último domingo, 11 de setembro.

A caminho de Coronel Mura, outra grande atração é o contato com a exuberante fauna e flora da caatinga. Mesmo em períodos de seca, a paisagem é exuberante. São mais de 200 espécies de animais identificadas, entre pássaros, répteis e mamíferos, algumas em processo de extinção, devido às constantes queimadas , desmatamentos e caça ilegal.

Outros atrativos naturais de Coronel Murta são a Pedra do Frade e do Elefante, monólitos que lembram a figura de um frade deitado e de um elefante. Ambos podem ser visualizados de qualquer ponto da cidade.

O município também é rico em pedras preciosas e semi-preciosas, artesanato e culinária, entre eles, a galinha caipira no molho. No distrito de Freire Cardoso ( Ouro Fino ), a poucos quilômetros do centro da cidade, existem inscrições rupestres que até hoje não foram catalogadas por pesquisadores. Ali, o ponto turístico mais importante é o Rochedo, um aglomerado de pedras que ao longo de milhões de anos foi tomando contornos geológicos de extrema beleza. Na zona rural do município ainda existem velhos casarões de fazendas que relembram tempos coloniais e que hoje sofrem com a ação do tempo

Tendência do turismo mundial, o Ecoturismo – ou Turismo Ecológico – desponta como a melhor alternativa para explorar regiões do Brasil fazendo uso sustentável dos atrativos do meio ambiente. Por definição, o Ecoturismo é a busca de experiências únicas e exclusivas, a partir da prática de turismo de lazer, esportivo ou educacional, utilizando de forma sustentável os patrimônios naturais e culturais, a fim de promover consciência ambiental e bem estar de todos os envolvidos. No Brasil, o Ecoturismo cresce mais do que o turismo comum, porque o interesse por atividades que não degradem tem sido o carro chefe do turismo ecológico.

Situada às margens do rio Jequitinhonha e encravada entre montanhas, o município possui pouco mais de 800 km2. Conhecida como a “ Terra do Sol “ é uma cidade pequena, porém, encantadora, de gente festiva e hospitaleira. A maior parte da cidade é formada por bares e botecos, principalmente na praça Prefeito Inácio Murta, a mais importante do lugar e para onde vai a maioria das pessoas.

O município ficou conhecido devido à sua riqueza mineral, cujas valiosas pedras, como as turmalinas, são comercializadas no mundo inteiro. Hoje a extração mineral está em decadência e uma das saídas para movimentar a combalida economia do lugar seria o ecoturismo.

Após a barragem de Irapé a areia da praia foi embora. Em seu lugar surgiram pedras e matagal.

A implantação da Usina de Irapé, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, inaugurada em junho de 2006, apesar dos benefícios, trouxe também sérios impactos ambientais por toda a extensão do leito do rio Jequitinhonha.

Para o ambientalista Saulo Murta, a praia de Coronel Murta, que no passado foi palco de lazer e turismo não só para os moradores do lugar, mas também para os municípios vizinhos, como Salinas, Araçuaí, Rubelita e Virgem da Lapa, transformou-se hoje em um cenário desolador, tornando o que era área de lazer em matagais e lama, o que vem afetando o turismo ecológico.
Em outubro de 2010 ele postou um vídeo no Youtube mostrando o antes e o depois de Irapé. O vídeo já ultrapassou a casa dos 3 mil acessos.

Diante de denúncias da imprensa e pressão popular, o promotor público Marcos Paulo de Sousa Miranda está interpelando a Cemig, operadora da Usina de Irapé, valendo-se de preceitos constitucionais que determinam ser de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, legislar sobre a proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico, além da responsabilidade por dano ao meio ambiente. “ Existe uma intensa insatisfação popular com o fim das praias do Jequitinhonha”, disse o promotor. A CEMIG ainda não se pronunciou sobre o fato.

“ Queremos um estudo científico detalhado sobre os efeitos negativos em todo o ecossitema, como o nível inconstante das águas, bem como a reposição da areia no leito do rio, melhorias para compensar todo esse prejuízo ecológico, entre outros”, protesta Saulo Murta.

“ O que era nosso cartão postal, virou matagal”, desabafa o comerciante Júnior Martins, de Coronel Murta. “ Queremos melhorias. A Cemig tem muito dinheiro. Isto aqui é coisa pequena para eles, mas para nós, é tudo que temos de bonito”, argumenta Rafael Fonseca Torres, coordenador de Esportes do município. “ Poderiam construir uma passarela, instalar banheiros na orla, enfim, fazer melhorias para todos”, arremata Júnior Martins.

Para Cleonice de Jesus, 40 anos, residente em Salinas, o ideal é a parceria da Cemig, município e Estado para promover as melhorias. Ela organiza todos os domingos romarias de pessoas da cidade vizinha para Coronel Murta. “ Viemos para cá porque infelizmente acabaram com o rio Salinas. Hoje é só esgoto. Não queremos que aconteça o mesmo com o rio Jequitinhonha. Isso aqui era a coisa mais linda do mundo.Agora está assim,” disse a dona de casa, mostrando os estragos provocados pela Barragem.

“ Frequento a praia há mais de 5 anos e trago comigo um ônibus. São mais de 50 pessoas. Fico triste em ver o que está acontecendo aqui., porque conheci a praia antes da barragem. Alguém precisa fazer alguma coisa”, disse Jorge Luiz da Cruz, o Jorjão do Gás, residente em Salinas.

No local frequentado pelos turistas existe apenas um bar que oferece pouca estrutura para receber turistas. ” Vamos fazer melhorias”, garante a proprietária.

 

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Fonte: Blog do Banu.

Milho Verde é um distrito com aproximadamente 1.000 habitantes, metade vivendo na área urbana. Faz parte do município de Serro, e situa-se nas vizinhanças de Diamantina – Patrimônio Histórico da Humanidade -, na região do Alto Vale do Jequitinhonha.
Localizada também próxima ao Parque Estadual do Pico do Itambé, Milho Verde é banhada pelo Jequitinhonha. Na região de Milho Verde existem cerca de 140 nascentes que precisam ser preservadas, para que se possa assim garantir volume e qualidade de água ao longo do rio Jequitinhonha.

Foi povoada na primeira metade do séc. XVIII, e teve importante papel na história da exploração de minerais preciosos no Distrito Diamantino. A extração mineral era a base da economia até poucos anos atrás (estando reduzida hoje a pequenos focos de exploração). No entanto, o garimpo não trouxe vantagens ao distrito: além da destruição ambiental, as condições de trabalho eram precárias e a distribuição de riqueza realizou-se predominante para fora e para um reduzido número de pessoas da região.

A cobertura vegetal nativa é de cerrado e principalmente de campos rupestres, com o solo rochoso ocupando cerca de 70% de toda a área. Ocorre uma grande diversidade na vegetação, com espécies adaptadas à sobrevivência em ambientes pedregosos. A região apresenta-se como um grande laboratório natural para pesquisadores nas áreas de Botânica, Geologia, Engenharia Ambiental, entre outras. A natureza é realmente exuberante em Milho Verde. As montanhas de pedra, a rica vegetação, as inúmeras cachoeiras e a possibilidade de uma vida simples e tranqüila atraem a cada dia mais turistas e novos moradores.

Vale ressaltar ainda a riqueza da cultura e da história setecentista, preservada por uma população constituída, em grande parte, por remanescentes de quilombos. Milho Verde mantém tradições como as Festas do Rosário, de São Sebastião, de São João, de Nossa Senhora dos Prazeres (a padroeira da cidade) e Folia de Reis. Nas Festas do Rosário, apresentam-se três grupos locais de guarda de congado – os Catopés, Marujos e Caboclos – que encantam com sua dança, canto e indumentária própria.

Por tudo isso, o turismo tem representado a atividade econômica mais rentável para a população nos dias atuais. No entanto, não se deve ignorar a complexidade da questão social em Milho Verde, situada em uma das regiões mais pobres do Brasil, com Índice de Desenvolvimento Humano bem abaixo da média nacional. As políticas públicas ainda se mostram muito deficitárias. A oferta de empregos é extremamente limitada, e a renda média da população é de cerca de meio salário mínimo por pessoa.

O Encontro Cultural de Milho Verde ocorre todos os anos desde 2000, sempre no mês de julho, em uma semana de ampla confraternização. Neste ano de 2011, será entre os dias 17 e 24 de julho, na aprazível comunidade de Milho Verde, no município do Serro, no Alto Jequitinhonha. Milho Verde fica entre as montanhas serranas onde brotam centenas de nascentes que dão origem ao rio Jequitinhonha.
Diversas atividades educativas e artísticas são propostas à população local, às comunidades vizinhas e aos visitantes, de modo inteiramente gratuito. Sua finalidade é proporcionar uma alteração no cotidiano da população milhoverdense, desprivilegiada do acesso ao contexto artístico e cultural que o Encontro traz, possibilitando também a apresentação da riqueza humana e ambiental do lugar aos visitantes. Com essa iniciativa, espera-se contribuir para o desenvolviment sustentável e equilibrado de seus aspectos sociais, culturais e ecológicos.
Divulgada a relação das propostas aprovadas de oficinas e eventos que farão parte da programação do 12º Encontro Cultural. Em breve divulgaremos a programação final, especificando dias e horários das atividades! Clique e acesse o site do Instituto Cultural Milho Verde:  http://www.institutomilhoverde.org.br/

Fonte: Ventos do Vale;

Polo em Ação

12ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG

Entre os dias 02 e 07 de maio, a Praça de Serviços do Campus Pampulha da UFMG foi palco para um festival de cores, sabores e ritmos. A universidade recebeu a 12ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG, que trouxe para Belo Horizonte, 42 associações de artesãos de 25 cidades do Vale. Dentre as novidades desta edição destacou-se a participação das etnias indígenas de Araçuaí: Aranã e a Pataxó-Pankararu. A feira homenageou também duas mestras de ofício da região: Elzi Gonçalves Pereira (de Jequitinhonha) e Geralda Leite Sena (de Francisco Badaró). O evento foi um sucesso de vendas para os artesãos que arrecadaram 170 mil reais. Confira a cobertura da feiraaqui .

Jequitinhonha 200 anos

Como parte do processo formativo, o grupo de jovens que integra o Projeto Assessoria de Comunicação Colaborativa Jequitinhonha 200 anos visitou entre os dias 26 e 28 de abril, várias empresas de comunicação em Belo Horizonte, como a redação do Jornal Estado de Minas e Globo Minas e as instalações da Rádio UFMG Educativa. Na quarta feira, 27, no auditório da Reitoria, o grupo apresentou para a comunidade acadêmica detalhes do processo formativo. Leia a matéria completa no site do Polo .

Vozes do Vale vence etapa regional do Expocom

O Projeto Vozes do Vale, que integra o Programa Polo Jequitinhonha foi premiado na etapa regional sudeste da 28ª edição do Expocom. O evento aconteceu em São Paulo, na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP, entre os dias 12 e 14 de maio. O projeto concorrerá agora à etapa nacional do prêmio, que acontecerá entre 02 e 06 de setembro, na Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, em Recife. Promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom, o Expocom é direcionado aos trabalhos feitos por estudantes de graduação sob a orientação de um professor. A premiação possui cinco categorias, divididas em setenta modalidades. Outras informações aqui.

Na estrada

Fórum da Mulher do Jequitinhonha 2011

De 19 a 20 de maio, aconteceu na cidade de Jequitinhonha o Fórum da Mulher do Jequitinhonha 2011. O evento reuniu mais de 100 mulheres de 16 cidades do Vale. Durante o Fórum foram abordadas temáticas como a violência contra a mulher, saúde, sexualidade, educação, participação política, entre outras. Leia mais

Itaobim 50 anos

Foi empossada no dia 20, em solenidade presidida pelo Prefeito Municipal João Pereira, a comissão “Itaobim 50 anos”, que tem como objetivo elaborar e acompanhar a programação de comemorações dos cinquenta anos da emancipação política da cidade. Por indicação do Pró-Reitor de Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais, a comissão terá como representantes da UFMG, a Pró-Reitora Adjunta de Extensão, Maria das Dores Pimentel Nogueira e o professor do Departamento de Comunicação Social, Márcio Simeone Henriques. Entre os eventos das comemorações estão previstos o Fórum da Mulher do Jequitinhonha 2012 e o 30° Festivale.

Novas do Vale

29º Festivale

Aconteceu no dia 16 de abril, na cidade de Jequitinhonha, o Encontro da Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha – Fecaje – para a preparação da 29ª edição do Festival de Cultura popular do Vale do Jequitinhonha, o tradicional Festivale. O evento contou com a participação de lideranças culturais e artísticas da região e de representantes da população local. O festival acontecerá pela terceira vez em Jequitinhonha, sendo neste ano parte da programação das comemorações do bicentenário do município. Na reunião, foram discutidos alguns itens da programação do evento, como as oficinas, o festival de música, a feira de artesanato e a noite literária. Além disso, ficaram definidos os homenageados do Festivale e o tema deste ano: “Jequitinhonha, cidade cultural: memória e sustentabilidade de um povo”.

Edição especial do Jornal Geraes

Nesta quinta-feira, 26 de maio, às 20 horas, acontecerá o lançamento da edição especial do Jornal GERAES. O Jornal circulou no Vale do Jequitinhonha, de 1978 a 1985 e volta com uma edição especial, abordando a realidade do Vale do Jequitinhonha nos dias atuais. O evento acontecerá no Restaurante Maria das Tranças, rua Professor Morais, 158 – Savassi. A entrada é franca e todos os presentes receberão um exemplar do jornal.


Para dúvidas, sugestões e críticas, ou se deseja não receber mais nosso informativo, envie um e-mail parapolojequitinhonha@proex.ufmg.br

Fonte: Informativo Polo Jequitinhonha

 

Cartaz do FEstivale de 2010 – Padre Paraíso

Cerca de 50 agentes culturais debateram a preparação e programação do 29º Festivale, em 16 de abril, na cidade de Jequitinhonha, que completará 200 anos e sediará o evento na última semana de julho desse ano. O Festivale 2011 acontecerá no período de 24 a 30 de julho, na cidade de Jequitinhonha, no Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Organizado pela Fecaje – Federação de Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha, o encontro serviu para definir o calendário, programação, homenageados e organização geral do festivale que resume na apresentação das manifestações artístico-culturais dos municípios da região na literatura, artesanato, folclore, música, teatro e debate em torno das questões do setor.

Mesmo completando três décadas de realização do festivale, a Fecaje ainda carece de infraestrutura, projetos, transparência administrativa, planejamento, política de financas e plano de ação que avance e consolide a cultura como pólo integrador de todo o Vale e rompa as fronteiras do subdesenvolvimento que assola a região, apontam as estatísticas e especialistas. “O voluntarismo sem planejamento acaba atrapalhando, já se vão 30 anos de movimento e ainda não há referência estrutural,” reforçam.

Para o poeta Cláudio Bento, diretor de comunicação do Instituto Valemais, “tomou-se tempo enorme para discutir questões burocráticas, não abordam os problemas, renovação, profissionalização, dificuldades, gestão, prestação de contas, processo eleitoral e regularização administrativa da entidade que até então continua no eventual, no lirismo e sem perspectivas. Não valorizam pessoas como Adão Ventura, talvez, o maior poeta do Vale,” apontou.

Para o fechamento dos ajustes para a realização do 30º Festivale, um marco regional, novo encontro de cultura da fecaje, deverá ser realizado durante a IV Cantoria em Virgem da Lapa, nos dias 6 a 8 de maio.
Fonte: Blog do Banu, com Texto de Tiburcim, da Tribuna do Norte, de Salinas.

Reconhecida como um dos espaços que melhor acolhem a cultura do Norte de Minas, a tradicional Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha volta a ocupar a Praça de Serviços, no campus Pampulha, entre os dias 2 e 7 de maio. Em sua 12ª edição, o evento abrigará peças produzidas por artesãos de duas etnias indígenas e homenageará a paneleira Dona Zizi e a fiandeira Dona Geralda, duas mestras que lutam para perpetuar seus ofícios.

 

Panelas de Barro

A fama já ultrapassou – e muito – as fronteiras demarcadas pelo Rio Jequitinhonha. Na mão de homens e mulheres habilidosos, barro, taboa e madeira dão forma a esculturas, trançados, cerâmicas, panelas, bonecas, moringas e tigelas, materializando uma das mais belas expressões culturais da região. Mas, mesmo com todo esse prestígio, os artesãos encontram dificuldades para expor suas peças e vendê-las a um preço justo.

Uma exceção nesse cenário é a tradicional Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha, que este ano chega à 12ª edição. Será realizada na próxima semana, entre 2 e 7 de maio, numa promoção da Pró-reitoria de Extensão (Proex), do Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha e da Diretoria de Ação Cultural (DAC), reunindo, na Praça de Serviços, 42 associações de artesãos de 25 cidades do Vale. Só no ano passado, os expositores lucraram cerca de R$ 100 mil com as vendas.

Dentre as novidades, destaque para a participação de artesãos de duas etnias indígenas, Aranã e Pataxó-Pankararu, de Araçuaí. “Isso dará visibilidade ao trabalho artesanal realizado por eles, além de reforçar a presença indígena no campus”, afirma

Tecelagem

Terezinha Furiati, coordenadora do Artesanato Cooperativo, ligada ao Programa Polo, e que trabalha na organização do evento. Outra inovação da edição de 2011 é a montagem de um espaço especial para artesãos reconhecidos do Vale. Entre os convidados, Ulisses Mendes, de Itinga, a família de Dona Isabel, de Santana do Araçuaí, e Lira Marques, de Araçuaí.

O artesão João Alves, de Taiobeiras, é uma das estrelas da Feira. Suas esculturas em argila já foram premiadas pela Unesco e expostas em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. No caso da capital mineira, ele produziu 40 peças que ficaram em exposição no Palácio da Liberdade. “Elas representam o folclore de Minas, um retrato da nossa cultura”, conta o artesão, que participa da feira desde a primeira edição e hoje integra a Associarte, entidade que, segundo ele, tem papel importante na valorização de seu trabalho. “Graças a ela faço vários contatos e aprendo muito com os outros artesãos”, argumenta.

Além do artesanato, a música do Jequitinhonha também invadirá a Praça de Serviços, com shows diários. Na segunda feira, dia 2, haverá apresentação do Coral Água Branca, de Itinga; na terça, 3, Volber e Gilmar; na quarta, 4, o Grupo Sarandeiros e, na sexta, 6, a Banda Terceira Margem, de Montes Claros, sempre às 12h30. Na quinta-feira, dia 5, às 17h30, haverá homenagem às mestras de ofício Elzi Gonçalves Pereira e Geralda Leite Sena (veja abaixo) e show de João di Souza e Chico Lobo. A entrada é franca.

De fios e panelas

Elas guardam e, na medida do possível, tentam garantir que as novas gerações aprendam ofícios ameaçados de extinção. Por causa dessa dedicação, as mestras Elzi Gonçalves Pereira, a Dona Zizi, e Maria Geralda Leite Sena, a Dona Geralda, serão as homenageadas da 12ª Feira de Artesanato do Jequitinhonha

 

Artesã Elzi Gonçalves Pereira

 

Dona Zizi, de 78 anos, é a última paneleira de Guaranilândia, distrito de Jequitinhonha. Ainda criança, começou a produzir panelas, potes, moringas, gamelas com ferramentas muito simples: um pilão, um pedaço de couro, algumas pedras e uma pequena faca. Uma confecção completamente artesanal, que exige dedicação, observação e muita habilidade. Com o advento dos utensílios de alumínio, as panelas de barro perderam seu espaço. No entanto, a mestra não desanima e continua ensinando o trabalho, agora para os netos.

 

Artesã Geralda Leite Sena
Legenda Geralda Leite Sena

Nascida em 1927, em Francisco Badaró, dona Geralda iniciou-se no ofício ainda menina, por influência da mãe fiandeira. Dedicou toda a sua vida ao algodão, sem nunca ter se desviado do trabalho. Seu saber foi repassado e compartilhado com filhos, amigos e vizinhos. Hoje, com quase 84 anos, ela ainda fia. Pouco, pois a saúde a impede de trabalhar como antes. Mas em Francisco Badaró o prestígio da fiandeira é inabalável. Para a comunidade, “fios iguais aos de Dona Geralda não tem, são fios muito finos”. Fruto de uma técnica que ela desenvolveu e aperfeiçoou durante toda a vida, com paciência e mãos firmes.

Fonte: Boletim Semanal da UFMG / Nº 1735 – Ano 37 - 25.04.2011/Formato Virtual

 

Vai começar na sexta-feira (15), o tradicional ‘Comida di Buteco’, festival que escolhe, todo ano, o bar com o melhor tira-gosto de Belo Horizonte. Serão 30 dias, de 15 de abril a 15 de maio, para visitar os 41 lugares concorrentes e eleger o melhor prato da cidade.

Nesta 12ª edição, os bares da capital mineira vão poder escolher entre 11 ingredientes característicos do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas Gerais para elaborar os pratos. Todos os tira-gostos concorrentes devem ter pelo menos uma das ‘especiarias’ escolhidas para dar o tema do festival neste ano. Os ingredientes obrigatórios são: carne de sol, peixes do Rio São Francisco, pequi (fresco, congelado, em conserva, licor, farinha ou castanha), feijão andu, requeijão escuro, buriti, cagaita, seriguela, rapadura, sementes de coentro fresca e manteiga de garrafa.

Cada um desses ingredientes conta um pouco da tradição culinária de cidades como Januária, Janaúba, Salinas, Pirapora, Montes Claros, Grão Mogol e Bocaiúva.

“Na realidade estamos prestando uma homenagem à região norte do estado que, por sua vez, conta com sete microrregiões. Houve uma grande pesquisa com os moradores da região sobre cada ingrediente, pois queríamos pegar os mais básicos e expressivos e os mais inusitados. É uma região que mistura a caatinga com o sertão, lembrando muito o nordeste brasileiro, mas com sua própria personalidade’, explicou o chef de cozinha Eduardo Maya, um dos realizadores do ‘Comida di Buteco’.

Segundo a organização, a lista com os bares participantes é guardada em segredo, e será divulgada na quinta-feira (14), véspera do início do concurso.

O festival
Além do melhor tira-gosto, os jurados vão escolher o bar com o melhor atendimento, o que tem a melhor higiene e a cerveja mais gelada. Um circuito cultural vai percorrer alguns bares durante o festival.

O evento, além de Belo Horizonte, será realizado, simultaneamente, em 15 cidades e pela primeira vez chega a Juiz de Fora, Belém, Manaus e Fortaleza. Além destas cidades, participam do festival Campinas (SP), Goiânia, Ipatinga (MG), Montes Claros (MG), Poços de Caldas (MG), Rio de Janeiro, Ribeirão Preto (SP), Salvador (BA), São José do Rio Preto (SP) e Uberlândia (MG). Somente em Belo Horizonte será obrigatório o uso dos 11 ingredientes do Norte do estado.

A Festa da Saideira, que marca o fim do festival e a divulgação do resultado do concurso, vai ser nos dias 21 e 22 de maio. Na festa, todos os bares concorrentes participam com barraquinha de comida. Segundo a organização, estão previstos shows de Luis Melodia e do grupo Fino Coletivo. Outras atrações devem ainda ser anunciadas. Para mais informações, veja o site do festival ‘Comida di Buteco’.

Fonte: Portal G1

Categories: Cultura Gerais, Turismo

Brasília – Ao abrir a exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras – Produção do Século 20, nesta quarta-feira, 23.03.11, a presidenta Dilma Rousseff homenageou dona Isabel, uma artista popular do Vale do Jequitinhonha, de Santana do Araçuaí, no município de Ponto dos Volantes, a 130 km de Teófilo Otoni.

Dona Isabel é autora das bonecas que estão expostas ao lado de quadros e esculturas de artistas brasileiras consagradas mundialmente. A inclusão das bonecas na exposição foi um pedido especial de Dilma Rousseff. ”Essa é uma afirmação das mulheres brasileiras que foram capazes de produzir artistas fantásticas, com talento para expor no Brasil e em todo mundo”, disse a presidenta. A mostra foi um pedido pessoal da presidenta para comemorar o Mês da Mulher. Ela ficará aberta ao público de 24 de março a 5 de maio, entre as 10h e as 16h.

A artesã e bonequeira, de 86 anos, disse que aprendeu a fazer bonecas de barro quando criança, aproveitando o ofício de sua mãe que produzia panelas de barro. “Ela fazia panelas e eu comecei a fazer bonecas. Depois eu comecei a inventar outros objetos como flores de barro”, contou ela que disse ter visto muitas pessoas reproduzirem sua arte e fazer das bonecas um sustento no norte de Minas Gerais.

A grande estrela da exposição é o quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral, símbolo do Movimento Antropofágico, característica maior do Modernismo brasileiro. O quadro foi emprestado do Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires (Malba).

Além de Abaporu, estão expostas de Tarsila as obras, os Garimpeiros (1938), O Porto (1953), Nu (1922), Retrato de Vera Vicente de Azevedo (1937) e dois autorretratos pintados em 1921 e 1923. De Anita Malfatti o visitante terá a oportunidade de ver quadros como Valência (1927), Canal de Veneza (1927), Paisagem de Ouro Preto (1958).

A exposição também apresenta obras de Djanira, inclusive um painel pintado em 1963 que fica no gabinete da Presidência da República e a tela Costureira (1951).

Abaporu é a única peça na exposição pertencente a um colecionador particular. As demais são propriedade de órgãos públicos, como o Banco Central, Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e dos acervos do Museu de Arte Brasileira da FAAP, do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, do Museu de Arte de Brasília, do Museu Nacional de Belas Artes, do Museu Castro Maya e do Museu da República.

A exposição é dividida em oito blocos. O primeiro reúne 29 pinturas, com as principais representantes do modernismo brasileiro, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, além de Djanira. E obras das artistas Zélia Salgado, Tomie Ohtake, Leda Catunda, entre outras.

O segundo bloco é composto por desenhos de artistas como Noêmia Mourão e Mira Schendel. O passeio pela mostra conduz ao espaço que concentra 14 esculturas e objetos criados por Regina Silveira, Mary Vieira e Maria Martins. Impressiona a leveza da obra Folhas, de Geórgia Kyriakakis, uma instalação feita de cerâmica pintada.

Na seção de gravuras estão dispostas 18 peças de autoras como Renina Katz, Maria Bonomi, Anna Letycia e Fayga Ostrower, além de obras fotográficas de artistas como Rosângela Rennó. O espaço dedicado à tapeçaria reúne peças de Gilda Azevedo e Shirley Paes Leme. Já na seção de obras populares, estão expostas pinturas de Dalva de Oliveira, Cidinha Pereira e Zica Bergami.

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