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Notícias do mundo Jequitinhonha

Archive for the ‘Musica’ Category

 

Caros amigos, caras amigas,

É com muita alegria que, no dia 3 de maio, faremos o primeiro espetáculo da 2.ª edição do Voa Viola – Festival Nacional de Viola!

A estreia dos shows Voa Viola 2.ª  Edição acontece em Cuiabá!

O show será inesquecível, com os violeiros anfitriões Paulo Freire e Roberto Corrêa apresentando os artistas que o público escolheu e o violeiro convidado Fernando Deghi.

A atração do espetáculo será o diálogo da viola com a música clássica. A Orquestra do Estado de Mato Grosso tocará tendo por solistas 4 violeiros do elenco do show. Da raiz ao erudito, será a oportunidade de apreciar a viola versátil, em várias linguagens musicais.

Você faz parte desta construção! Compareça e divulgue o show com o nosso flyer digital em anexo.

Se não estiver em Cuiabá, não perca a nossa cobertura ao vivo pelo sitewww.voaviola.com.br. Assista pelo seu computador à passagem de som, entrevistas com os artistas e ao grande show!

Mais informações sobre a programação das apresentações pelo nosso site:www.voaviola.com.br. Já temos disponíveis os e-flyers de todos os shows. Divulgue!

Um grande abraço,
Equipe Voa Viola

Categories: Comunicação, Musica

Por Matheus Pichonelli

Originalmente Publicado na Seção de Cultura da Revista Carta Capital; 

Inspirado pela entrevista da Beatriz Mendes com os irmãos Márcio e Lô Borges (clique aqui), passei o último fim de semana lendo, num fôlego só, o livro “Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina”. Cheguei quase 16 anos atrasado, já que a primeira edição do livro escrito pelo irmão mais velho, Márcio Borges, é de 1996.

Capa do álbum Clube da Esquina, disco de cabeceira da música brasileira

Mas os 40 anos do lançamento deClube da Esquina, um dos discos de cabeceira de qualquer coleção da música popular, me levaram de braços abertos ao relato sobre um grupo, uma localidade e um período únicos da história brasileira. Foi no “quarto dos meninos” do 17º andar do edifício Levy, centro de Belo Horizonte, em plena ditadura militar, que os irmãos Borges (eram 11 no total) viram arvorecer o gênio de Bituca, mais tarde conhecido como Milton Nascimento.

Saí do livro um tanto bêbado, de tanto ler o quanto aquele povo bebia enquanto pulava de boteco em boteco na capital mineira, entre garrafas de cerveja, batidas de limão, toadas despretensiosas no violão e conversas sobre cinema, música, presente e futuro – um futuro que tinham nas mãos e há muito virou passado. Passei a entender um pouco mais os motivos que me levam a ter Clube da Esquina(versões 1 e 2) entre minhas dez canções favoritas em todos os tempos, línguas e gêneros.

Aquele quarto era a prova material, em notas e acordes, da teoria dos seis graus de separação – segundo a qual são necessários no máximo seis laços de amizade para duas pessoas quaisquer do mundo estarem ligadas. Ali não era preciso ir muito longe: Marílton conhecia Wagner Tiso, que conhecia Milton, que conheceu Fernando Brant, que conheceu Márcio, que era irmão de Lô, que conhecia Beto Guedes, que conhecia Flávio Venturini, que conheceu Milton, que um dia conheceu Jeanne Moreau, que um dia fez um filme com François Truffaut, que um dia inspirou uns meninos que se reuniam no mesmo quarto sem saber que produziriam música para o resto do mundo.

Das veredas daquele apartamento, mais tarde migradas para a esquina das ruas Divinópolis com Paraisópolis, em Santa Tereza, BH, nasceram encontros e amizades com o que tinha de melhor daquele tempo: Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque, Raimundo Fagner, Belchior, Raul Seixas, Rogério Sganzerla. A impressão é que o mundo tinha no máximo 500 habitantes, metade de Minas.

Ao fim, fiquei com muitas perguntas na cabeça: como a música conseguiu reunir tanta gente boa num único período e espaço? É possível que um grupo como aquele surja novamente algum dia e provoque os mesmos frutos?

Milton: gênio forjado pelo processo coletivo. Foto: Divulgação

Me leve a mal se quiser, mas as respostas não são nada animadoras – e faço um parêntesis para explicar o porquê.  Em certa cena de As Invasões Bárbaras, obra-prima de Denis Arcand, os personagens se queixam da mudança dos tempos e da vigência de um período sombrio, marcado pela ignorância, pelo preconceito e pelo mau gosto. É quando um dos personagens responde: os gênios são frutos de períodos únicos, que convergem influências, coragem e disposição para colocar tudo de cabeça pra baixo e fazer revoluções. Citam a Florença do Renascimento como exemplo. E lamentam terem nascido numa era de vacas magras, longe de grandes poetas e artistas.

Guardadas as devidas proporções, tivemos momentos férteis em solo nacional. A terceira leva do modernismo, por exemplo, gestou na mesma barriga Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto e Clarice Lispector. Hoje temos Augusto Cury, e um ou outro autor consagrado reclamando em velhos espaços de jornais da emergência das classes populares (décadas atrás, os gênios eram porta-vozes das classes populares, mas isso é papo pra outra conversa).

Para ficar no exemplo da música brasileira, basta lembrar da reunião de bandas muito acima da média surgidas, entre o fim dos anos 70 e começo dos 80, nas garagens de Brasília ou no Circo Voador, no Rio. Ou na Ipanema da bossa nova, a Bahia da Tropicália, a Recife do mangue beat

São exemplos de que a obra de arte é um ofício coletivo.

E hoje?

Bom, hoje as coisas de fato mudaram. Na Belo Horizonte dos irmãos Borges e Bituca, todos pareciam minimamente livres para tatear talentos e escolher rumos com calma. Como cantou Beto Guedes, um dos caçulas do grupo: era possível “dar um tempo de prestar atenção nas coisas, fazer um minuto de paz, num silêncio que ninguém esquece mais”. A própria ideia de tempo era outra, e ele parecia jogar a favor.

Entre os fatos que mais me impressionaram no relato de Márcio Borges está a narração de uma certa “falta de privacidade” nos espaços em que vivia: a casa sempre tomada por amigos (dele e dos irmãos), sempre dispostos a criar sons no tempo livre, compartilhar ideias, influências; todos pareciam interessados em cinema, em discutir Truffaut, em ler e citar Garcia Llorca e outras novidades vindas de toda parte do mundo.

Outro fato digno de nota: Borges tinha quase 20 anos quando despertou para a música, mas mal conseguia terminar o terceiro colegial. Em nenhum momento ele relata qualquer tipo de pressão, dos pais ou de quem quer que seja, para tomar um rumo, fazer algo de útil, deixar de lado uma possível vagabundagem.

Algo impensável para os padrões de hoje, em que o ócio criativo recebe bordoadas assim que se manifesta. Llorca? Só se estiver na lista de vestibular. Truffaut, preto e branco e em 2D? Conta outra. Reunião com amigos ao fim da tarde? Melhor correr pra academia. Hoje é mais útil gastar tempo e dinheiro com cursos de inglês, informática, caratê e domar a hiperatividade com remédios. O resultado é que, anos depois, nos tornamos velhos e manifestamos, tarde da vida, as inquietações mais infantis em nossas redes – porque jamais fomos capazes de sonhar uma linha além daquela já traçada antes de nascermos. O estado da música popular de hoje, de versos comerciais e descartáveis, é talvez o maior exemplo dessa incapacidade expressiva.

A substituição da poesia cantada por “eu quero tchu eu quero tchá” é parte das mudanças nas próprias formas de relacionamento – e não só das propostas antes e depois das gravações. No Brasil de 2012 não imagino uma casa como aquela que reunia Wagner Tiso, Milton Nascimento e Lô Borges no mesmo espaço. Os apartamentos hoje, como tudo na vida, têm seus espaços funcionais: pequenos e confortáveis, mas impróprios para visitas, reservadas para a área gourmet, onde a galera se reúne pra jogar Playstation e o síndico reclama se alguém resolve cantar. Ninguém conseguirá fazer poesia se só souber empinar pipa pelo ventilador.

Hoje os passeios pelas ruas, depois de pular de bar em bar parecem programas do século passado. (Tecnicamente são). Com medo das ruas, andamos de carro, mesmo que sejam só dois quarteirões. As conversas reservadas ficam para o MSN, meio pelo qual é possível medir o que se diz e guardar o que se ouve de maneira privativa. Tivessem 20 anos hoje, os amigos Milton e Márcio provavelmente deixariam de lado as parcerias surgidas no meio da noite, entre álcool e caminhadas, para expressar seus sonhos sóbrios em 140 caracteres no Twitter. Quarenta anos depois, ninguém se lembraria deles.

Lô, Fernando Brant, JK, Milton e Márcio Borges (no alto). Foto: Semana JK 2010/Flickr

Porque, se algo mudou dos 40 anos desde Clube da Esquina pra cá, foi a guinada na ideia de privacidade para o topo das preocupações humanas. Isso mudou as formas de relacionamento (dos que ainda se relacionam, claro) e, por ironia, dinamitaram a cultura do compartilhamento – o que, em tempos de Facebook, parece uma contradição. Porque a gênesis do disco era o compartilhamento, não de links, mas de ideias, palavras, acordes e letras escritas a muitas mãos – sempre a partir da vivência, e não de refrões para tocar no rádio ou convencer empresários.

Reunidas, criavam uma unidade, uma linha própria a um mundo que pedia para ser cantado e alcançado. É a ideia dos jovens reunidos, “pela última vez, à espera do dia, naquela calçada, fugindo pra outro lugar”.

Da mesma forma que perdemos atletas magistrais por não criar condições e espaços adequados para treinamento e capacitação, perdemos também talentos artísticos em escalas industriais. Não só por causa da miséria, mas por incutir nas jovens cabeças a ideia de que a vida só vale a pena se for seguida em linha reta; se crescermos e aparecermos o quanto antes, em voos solo, e cultivar nossos próprios espaços com conquistas pessoais.

O que sobrou daquele tempo, fora as memórias? Em 40 anos, Lennon morreu, a guerra seguiu (só mudou de lugar) e a liberdade aguardada após o fim da ditadura não veio. Os sonhos cantados emClube 2 envelheceram. E os novos são rasgados assim que desabrocham. Ganhou a aposta quem acreditou que, a partiu daqueles dias, nada mais seria como antes…

Um espaço aberto para os artesãos e a cultura do Vale na capital mineira

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha chega à sua 13ª edição este ano. De 07 a 12 de maio, a UFMG, através do projeto Artesanato Cooperativo, promove um espaço de encontro entre a comunidade universitária, os belorizontinos e a cultura do Vale do Jequitinhonha.

O evento vai trazer vários artesãos que vão mostrar um pouco de toda a riqueza e diversidade das produções artísticas da região. Além disso, a programação da Feira também contará com apresentações musicais, teatrais e solenidade em homenagem a duas Mestras artesãs de grande importância para o artesanato do Vale.

Breve história do artesanato no Vale do Jequitinhonha

Localizado na região nordeste de Minas, o Vale do Jequitinhonha é integrado por cerca de 80 municípios e sua característica mais marcante é a riqueza cultural. O teatro de rua, os grupos de reisado, corais e contadores de histórias são encontrados por todo o Vale, alguns já são conhecidos Brasil a fora e no exterior. Outra arte bem tradicional da região vem conquistando o gosto de brasileiros das grandes cidades, bem como o de europeus e até japoneses, é o artesanato.

O artesanato do Vale tem sua origem no trabalho de mulheres humildes que manufaturavam peças utilitárias, em sua maioria panelas, para ajudar no sustento da casa. As técnicas foram passadas de geração em geração e assim foram se aperfeiçoando. Além das panelas, eram fabricadas moringas, travessas, potes e pratos, todas essas peças tinham como principal matéria-prima o barro. Com o passar do tempo as “paneleiras” foram dominando outras técnicas, incorporando outras matérias-primas a seus produtos e passaram a confeccionar também, peças decorativas e brinquedos, como bonecas, animais, flores e presépios. A produção artesanal foi tomando formas e traços bem específicos na região, o que conferiu ao artesanato do Jequitinhonha características únicas.

Em 1978, a criação da Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha (CODEVALE) permitiu significativa transformação na realidade dos artesãos. A entidade recolhia peças de vários artistas e revendia na capital mineira. Hoje esse artesanato é exportado para diversas capitais brasileiras e conquistou a admiração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidenta Dilma Rousseff. Essas obras de arte já alcançaram reconhecimento internacional.

Atualmente, além da cerâmica, a produção artesanal é composta por peças em palha, bambu, madeira e algodão, entre outras. Alguns municípios se destacam pela produção artística em argila, outros na tecelagem, bordados em ponto cruz, arraiolos, flores e bonecas de palha de milho, cestarias e trançados com materiais variados.

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha é uma excelente oportunidade para conhecer essas e outras produções. Difícil é não se render à sensibilidade impressa nessas obras.

As homenageadas

Em 2012 a Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha homenageia duas artesãs que desenvolveram técnicas e estilos próprios e ensinaram muita gente a fazer arte no Vale.

A Mestra Dona Isabel, de Ponto dos Volantes, foi homenageada de Dilma na abertura da exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras – Produção do Século 20″, no ano passado. A inclusão das bonecas de cerâmica de Dona Isabel na exposição foi um pedido especial da presidenta.

A Mestra Dona Pretinha, da cidade de Itaobim, é uma senhora miúda e centenária, mas tão ativa quanto seus jovens aprendizes. Em seus 106 anos ela já ensinou muita gente no Vale a fazer esteira e deixou sua marca na história da cultura regional.

Além de organizar a Feira, o Projeto Artesanato Cooperativo, integrado ao Programa Polo Jequitinhonha incentiva a produção artesanal do Vale e o fortalecimento do associativismo na região.

Todo ano a Feira de Artesanato traz novas peças, se você já conhece venha ver as novidades. Mas se você ainda não conhece a riqueza cultural da região, não perca a oportunidade e venha conferir a programação! 07 a 12 de maio, na Praça de Serviços da UFMG – Campus Pampulha.

Programação cultural na 13ª Feira de Artesanato
A 13ª Feira de Artesanato do Vale traz programação diversificada

De 07 a 12 de maio, a UFMG, através do projeto Artesanato Cooperativo, promove um espaço de encontro entre a comunidade universitária, os belorizontinos e a cultura do Vale. Vem aí a 13ª edição da Feira de Artesanato do Vale Jequitinhonha na UFMG, na Praça de Serviços da UFMG – Campus Pampulha.

Toda a programação do evento é aberta ao público.

Confira abaixo a programação:

Horário de funcionamento da Feira de artesanato
Segunda, Terça, Quarta e Sexta-feira: 9h às 18h
Quinta: 9hs às 19h
Sábado: 9hs às 14h

Apresentações

Terça-feira – 08/05 – 12h30
Zé de Bola

Quarta- feira – 09/05 – 12h30
Carlos Farias
Quinta- Feira – 10/05
Ás 17h - Homenagem às mestras artesãs Dona Isabel e Dona Pretinha
Às 18h – Meninas de Sinhá

Sexta-Feira – 11/05 – 12h
Ícaros do Vale (Espetáculo Terra)

Entrada Franca.

PARTICIPE E NOS AJUDE A DIVULGAR!

 

Fonte: Program Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha

 

Por Cynara Menezes 

Originalmente publicado no site da Revista Carta Capital

As canções de Raul Seixas fazem parte das minhas primeiras memórias musicais. Quando era criança, no interior da Bahia, Raul fazia um sucesso tremendo. Antes de começarem as matinês dominicais do cine Éden, em Ipiaú, na região cacaueira, onde moram meus avós, sempre tocavam “Al Capone”. E, nos cafundós onde morávamos graças ao emprego de gerente de banco do meu pai, o rádio tocava “Ouro de Tolo” direto. Eu, pequenina, achava incrível aquele negócio de “boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar” e não sei o quê do disco voador.

Documentário de Walter Carvalho é emocionante de chorar e divertido de gargalhar, extremos que certamente agradariam Raul Seixas. Foto: Reprodução

Por tudo isso, imaginem o tamanho da minha emoção ao ir ver “Raul: O Início, o Fim e o Meio”, documentário de Walter Carvalho sobre o roqueiro baiano que está em cartaz em todo o país. E o filme não é ouro de tolo. Sua principal qualidade, em minha opinião, é ser jornalisticamente impecável. As entrevistas não são feitas para levantar a bola dos entrevistados ou do ídolo, como às vezes acontece. Todos são colocados na parede: ex-mulheres e parceiros, sobretudo Paulo Coelho, com quem Raul Seixas compôs grandes sucessos como “Gita” e “Sociedade Alternativa”, e Marcelo Nova, o derradeiro partner. Na verdade, só Cláudio Roberto, co-autor em “Maluco Beleza” e “O Dia Em Que a Terra Parou”, entre outros sucessos, escapa do olhar duro do documentarista.

Quem só conhece o Raul inchado do fim da carreira vai ficar impressionado com o espetacularperformer que foi no auge, na década de 1970: um Mick Jagger com sotaque baiano. O documentário de Carvalho também acerta ao definir o exato tamanho da obra musical dele, comparando-a aos tropicalistas. Raul foi um dos primeiros em misturar ritmos brasileiros ao rock, como em “Let Me Sing, Let Me Sing”, de 1972.

Neste aspecto, um generoso e delicado Caetano Veloso dá um dos melhores depoimentos do filme, que passa longe do clichê “maluco beleza”. Aliás, fica claro ali que Raul Seixas criou o mito do “maluco beleza” mas não foi, ele mesmo, um deles. Levou drogas e álcool às últimas consequências, exatamente o oposto do que um “maluco beleza” faria. A representante do que Raul quis dizer na canção aparece na figura da produtora Maria Juçá, a única raulseixista legítima do filme.

“O Início, o Fim e o Meio” é emocionante de chorar e divertido de gargalhar, extremos que certamente agradariam Raul Seixas, o canceriano sem lar. Só não responde uma pergunta: por que Raul queria se anestesiar tanto da vida ao ponto de, em uma das fases finais, chegar a cheirar éter? Por que nunca “podia estar contente”? Na entrevista de lançamento, o diretor Walter Carvalho expôs a teoria de que o cantor sofreu até o fim por amor à primeira mulher, Edith, paixão que nunca teria superado. Mas o filme, ao contrário, mostra que Raul viveu uma longa e sofridaegotrip e nunca pareceu amar ninguém tanto assim.

O que vi foi um rapaz inocente, puro e besta, como se define na canção “Sessão das Dez”, fã de Elvis Presley, careta de tudo, e que subitamente perde a sua inocência. Acho que Raul passou a vida não sentindo saudades da primeira mulher, mas da inocência perdida – e talvez aí Carvalho tenha certa razão, porque Edith, sua vizinha em Salvador, fez parte dessa época. Mas quem chega mais perto de desvendar o mistério de Raul, para mim, é mesmo seu ex-parceiro Paulo Coelho, nesta frase de um especial para a tevê: “Ele foi uma pessoa que pagou o preço dos seus sonhos”. A vida é dura para os sonhadores, mesmo.

Leia mais:

Realidade e intuição
Vertigem e raiz no mangue bit
Canário do samba

Viva a Nossa UFVJM!

 

Rubinho do Vale Via FACEBOOK


Parabéns aos amigos do Jequitinhonha e Mucuri que lutaram pela UFVJM. Vocês foram guerreiros, muitos, muitos jovens do Jequitinhonha e Mucuri, brevemente e sempre serão beneficiados pela bravura dos senhores. A criatividade e garra do povo dessas duas regiões são capazes de mudar situações difíceis. 

Estas duas regiões juntas formam um território maior que alguns estados do Brasil eaté alguns países, será que os filhos dessa terra terão sempre que sair para concluírem os estudos?



Estes Vales sonhavam e sonham com uma Universidade Federal que permita a formação de seres humanos críticos, capazes de pensar um desenvolvimento sustentável, que respeite a natureza, a cultura local e as tradições; que incentive a mais moderna tecnologia mas respeite a diversidade e os saberes do povo; que abra suas portas para os valores artísticos e intelectuais da região, que permita o crescimento da autoestima dos filhos dessa terra.


A Universidade foi um centro irradiador dos pensamentos libertários, foi palco dos Festivais que permitiram o surgimento de grandes artistas. Eles nos mostraram um Brasil que desconhecíamos. 
Tomara que seja assim a UFVJM!


Que ela não embarque nos novos estilos musicais ditos universitários ou nessa alienação provocada por micaretas que além de massacrarem nossa cultura, levarem crianças para a sexualidade precoce. Ainda levam muito do pouco dinheiro dos nossos pobres e pequenos municípios para ajudar o desenvolvimento, a construção e gerar empregos em Salvador, sustentar as farras caríssimas de bandas que não contribuem com o desenvolvimento cultural do Brasil e muito menos da nossa região.


O Vale do Jequitinhonha é hoje respeitado pela sua cultura, música, literatura, artesanato, folclore. Tomara que a UFVMJ leve em consideração as ricas peculiaridades da região. Sendo assim, será ainda mais uma grande Universidade do Brasil.

Meus amigos, eu agradeço a vocês pela luta e coragem, pelas reuniões que participaram nos defendendo. Sei que muita gente agradece, que esses dois Vales soltam foguetes em homenagem a vocês.

É simbólica, prática e promissora essa vitória.

Viva a Nossa Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.


Rubinho do Vale é  de Rubim, do Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas. Cantor, compositor e agitador cultural do Vale do Jequitinhonha. Toda a sua obra defende a cultura popular e especificamente fala do Vale, denunciando a opressão e a bravura, resistência e alegria dos oprimidos.

Postado no Blog do Banu; 

Músico encarou mãe e Exército para gravar disco com Milton Nascimento

Ele teve que enfrentar o Exército e a própria mãe para poder gravar o disco que mudaria os rumos da sua vida. Lô Borges era um adolescente de 19 anos quando foi convidado por Milton Nascimento para assinar junto com ele o LP Clube da Esquina e até hoje não se cansa de agradecer ao amigo e parceiro pelo convite.

Leia mais sobre os 40 anos do Clube da Esquina:

EM localiza Tonho e Cacau, a dupla que estampou a capa do Clube da Esquina há 40 anos 
Mais emblemático disco da música mineira completa 40 anos sem perder o jeito de novidade 
Músicos lembram suas canções favoritas do Clube da Esquina
Fernando Brant fala sobre as letras do Clube da Esquina 
Milton Nascimento: “O clube era um retrato do Brasil”
Clube da Esquina foi referência para músicos 
Quarenta anos depois, a história do Clube continua 
Clube da Esquina tinha diversidade em letra e música

“Sou eternamente grato a ele. Costumo dizer que, no mínimo, de três em três anos tenho que agradecer ao Milton por tudo que ele fez por mim”, salienta. Sentado na famosa esquina da Rua Divinópolis com a Rua Paraisópolis, no Bairro de Santa Tereza, onde deu os primeirosa cordes no violão, Lô recorda a experiência mágica da gravação do álbum duplo de 1972 e o que todo aquele processo criativo deixou como legado.

Você começou sua carreira com o pé direito, já que este foi seu primeiro disco. O que ele representou na sua vida?

Foi uma definição do rumo que dei para minha vida. O Milton me convidou para gravar e assinar o álbum com ele e foi uma luta para eu conseguir ir para o Rio. Minha mãe teve que autorizar, porque era ditadura, ela tinha um certo receio, achava que eu corria risco e não foi fácil convencê-la. O fato de o disco ser meu também ajudou, porque, se fosse só uma participação, talvez ela não deixasse. E ainda estava na idade de me apresentar ao Exército. Ia começar a servir e cheguei a ser hostilizado quando comentei que era músico. Contei para o capitão da minha companhia que o Bituca estava me chamando para dividir um álbum com ele. Quando me reapresentei, o capitão perguntou: “Qual é o músico da minha companhia?”. Ele me pegou pelo braço hostilmente e disse: “Você não vai seguir o Exército porque nós não queremos gente da sua espécie aqui dentro, seu comunista, seu esquerdista”. E aí fui praticamente escorraçado do Exército, minha mãe me liberou e finalmente fui gravar o Clube da Esquina no Rio de Janeiro.

E como foi o processo de gravação?

Já saí de Belo Horizonte com o Clube da Esquina bem definido na minha cabeça. Mas disse ao Bituca que só ia ao Rio se pudesse levar um cara que tocava comigo, que tocava Beatles e era da minha banda, The Beavers (Os Castores), porque achava que ele seria muito importante para as minhas músicas. Era o Beto Guedes. Mas nem tudo foram flores para fazer aquele álbum. O Milton travou uma batalha pessoal com a gravadora para poder me colocar no disco, já que eu era praticamente desconhecido. Sou eternamente grato a ele. Costumo dizer que, no mínimo, de três em três anos tenho que agradecer ao Milton por tudo que ele fez por mim. Esse disco mudou a minha vida. Foi muito legal todo o processo. Eu morando com o Bituca, o Beto e o Jacaré, primo do Milton, no Rio de Janeiro. E depois fomos morar numa praia deserta para poder compor. E as coisas iam surgindo. Porque esse disco não teve muito ensaio e nasceram coisas geniais. Vejo como uma verdadeira oficina criativa em todos os aspectos; na música, nas letras. Você pensar que 40 anos depois esse trabalho figura no livro 1.001 álbuns que você deve ouvir antes de morrer é fantástico.

E você ainda teve um outro trabalho muito importante lançado naquele ano, que foi o “disco do tênis” (Lô Borges), não é?

Pois é. Para mim foi uma coisa sensacional. Um começo de carreira iluminado. Foi a duras penas, porque a barra não estava leve. Era ditadura e tudo. O “disco do tênis” foi feito meio na loucura. Eu brinco que ele foi feito igual disco de cantador. Já tinha assinado com a gravadora e não tinha as músicas prontas. Fazia a música de manhã, o Márcio, meu irmão, colocava a letra à tarde e a gente chegava ao estúdio com elas fresquinhas. Eu fiz o Clube no começo do ano e o do tênis no final. Eu era muito menino e foi uma responsabilidade começar de cara gravando com arranjo de Eumir Deodato, orquestra no estúdio, no caso do Clube da Esquina. Eu nem sabia ler partitura naquela época e não podia errar nada. Tinha que ser saudavelmente irresponsável para participar daquilo tudo. Gravar um disco já era uma novidade, um desafio, porque era praticamente ao vivo, e gravar daquele jeito, mais ainda. A partir dali fui sendo conhecido, gravado por gente como a Elis Regina, o Tom Jobim. Tenho muito orgulho de tudo isso.

Você acredita que o disco Clube da Esquina continua influenciando gerações?

O Clube formou e informou várias gerações que fazem música de qualidade. Mesmo depois de 40 anos, a perenidade é impressionante. Vejo nos meus shows, gente de 15, 20 anos de idade cantando O trem azul, Um girassol da cor de seu cabelo, Paisagem da janela. O disco só é forte até hoje porque foi feito com muita verdade. As pessoas se empenharam muito. Agradeço a todos os músicos que contribuíram para fazer aquele álbum: Novelli, Robertinho Silva, Toninho Horta, Luiz Alves e tantos outros. Todo aquele clima de fraternidade e criatividade que imperava. Até hoje, as minhas músicas mais conhecidas são do disco Clube da Esquina. Analiso a minha carreira hoje e vejo que tudo começou com essa história do Clube.

E as comemorações pelos 40 anos? Como andam?

Tem que esperar o aval do Milton. Qualquer comemoração envolvendo o Clube da Esquina tem que partir do Milton, porque ele é o titular da pasta (risos). Se ele fizer o convite, ótimo. A gente vai com certeza. Basta o Bituca estalar os dedos.

Você acha que seria possível fazer um Clube da Esquina 3, apesar de o Milton afirmar que o Angelus já seria esse Clube 3?

Acho que não seria necessário. Os dois Clubes foram suficientes para mostrar muita coisa boa. O Clube 2 projetou a carreira de muita gente, abriu as portas para várias pessoas. E no primeiro também. Todo mundo que participou teve um upgrade na carreira.

E você mantém contato com os integrantes do Clube, continua compondo com eles?

Muito pouco. Tenho contato com Bituca, o Márcio, meu irmão. A gente vai seguindo a vida, tendo a própria carreira, os próprios projetos. Faço coisas com o Márcio, mas hoje meus principais parceiros são o Samuel Rosa – a gente tem feito muita coisa bacana – e a Patrícia Maês (mulher de Lô), que inclusive assina comigo cinco músicas no meu trabalho mais recente, o Horizonte vertical.


Fonte: Caderno Divirta-se, Estado de Minas 

Categories: Cultura Gerais, Musica

No dia 10 de Dezembro, ocorreu a gravação do primeiro álbum do Coral Ouro de Minas. A gravação aconteceu na cidade de Vitória da Conquista. O coral saiu de Itaobim às 5:00 do mesmo dia, chegando em Vitória da Conquista por volta das 10:00. A gravação foi dividida em 5 takes, com 5 pessoas gravando cada take.

No repertório, a MPB se mistura com a música regional, em canções que falam sobre as questões ambientais e culturais. As músicas são acompanhadas por instrumentos como Contrabaixo, Flauta Transversal, Violão Nylon, Teclados e Percussão Regional.

Mais sobre o Coral

O Coral Ouro de Minas é fruto do projeto “Cantar a vida, Cantar o mundo” da Associação da Criança e do Adolescente de Itaobim, denominada ASCAI, entidade conveniada com o Fundo Cristão para Crianças, mantido pelo Sistema de Apadrinhamento, composto por padrinhos brasileiros e estrangeiros.

O Coral é composto por 37 pessoas, todos moradores dos bairros periféricos da cidade de Itaobim. Foi fundado em 2004, pelo músico Edson Lucas, com o intuito de resgatar e interpretar as músicas Regionais e Populares Brasileiras.

Em 2005 o coral foi coordenado por Luciano Silveira, diretor, músico e ator do Coral Araras Grandes e Grupo de Teatro Icaros do Vale da cidade de Araçuaí.

No ano de 2006, Jaime Amaral e Vagner Fernandes, membros do Grupo Raízes de Trovão, assumiram voluntariamente a coordenação do coral.

Hoje o coral conta com uma equipe de 01 produtor, 02 Auxiliares de Produção, 06 músicos, 07 vocais masculino, 21 vocais femininos e um produtor, Eduardo Carmona. Além disso, o Coral sempre é acompanhado por uma coordenadora e a mãe de um dos integrantes, que totaliza 40 pessoas.

O Coral Ouro de Minas vem participando vários eventos sociais e culturais como:

  • FESTIVALE (Festival da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha) nos anos 2007 (Joaíma – MG) e 2008 (Capelinha – MG);
  • Comemoração dos 58 anos da EMATER na cidade de Almenara – MG;
  • Inauguração da Vara Cívil de Crianças e Adolescentes dos Vales Mucuri e Jequitinhonha na cidade de Teófilo Otoni – MG;
  • Lançamento do Programa Pró Jovem (Governo Federal) na cidade de Francisco Badaró – MG
  • 6º FESTEJE (Festival de Teatro do Vale do Jequitinhonha) na cidade de Pedra Azul – MG;
  • Abertura do Projeto CINEART na Cidade de Monte Formoso – MG;
  • Comemoração do 45º Aniversário de Emancipação Política da Cidade de Itaobim – MG;
  • Lançamento do Projeto Promover (ASPRON) na cidade de Itaobim – MG;
  • Seminário Convivendo com a Seca na cidade de Itaobim – MG;
  • Seminário de Formação Cultural do Instituto Vale Mais na cidade de Itaobim – MG;
  • DNJ (Dia Nacional da Juventude) em Itaobim – MG;
  • 6º Edição do FIC (Festival Internacional de Corais) em Belo Horizonte – MG.

Veja Galeria de Fotos no Site VIEVENDO;

 

Fonte: VIEVENDO;

O poeta e produtor cultural escolhe e comenta suas músicas favoritas no programa desta semana

Feito em Casa desta segunda-feira, 5 de março, apresenta as músicas favoriras do poeta e produtor cultural Tadeu Martins. Natural de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, o poeta é um dos maiores contadores de casos do Brasil e dos mais conhecidos, pois já se apresentou em mais de 300 cidades brasileiras, além de atingir um grande público através de programas de rádio e televisão e de colunas em vários jornai. Teve participação, com quadro fixo, nos programas Feira Rural, TV Cidade e Jornal dos Municípios (TV Bandeirantes) e Projeto Buriti (Rádio Inconfidência). Foi apresentador dos programas Rancho Fundo (Rede Minas) e Sala de Cultura (TV C).

Tadeu Martins é produtor de eventos há mais de 30 anos, tem dez livros editados, sendo que dois deles foram lançados também nos Estados Unidos:  Minas em versos & outras progas Gerais, em janeiro de 2003, e Jogando conversa fora, em março de 2005. Além dos Estados Unidos, já contou os seus casos para brasileiros na França, Itália, Argentina e Uruguai. Em 2009, lançou o CDCausos, Cordas e Cordéis que reúne, em 16 faixas, vários causos e cordéis de sua autoria. Cada faixa com uma corda fazendo o fundo musical, com participação de grandes nomes da música brasileira.

Clique aqui para ouvir o Programa. 

Fonte: Rádio Inconfidência 

Serendipity” é o nome do primeiro trabalho autoral da cantora Déa Trancoso.

O álbum traz as parcipações deBadi AssadChico César eRogério Delayon, que também assina a produção musical  e os arranjos do disco.

Depois de “Tum Tum Tum“, disco que apresentou o trabalho da cantora ao Brasil e que foi resultado  de 10 anos de pesquisa sobre a cultura musical do Vale do Jequitinhonha,  Dea  traz um trabalho mais intimista e pessoal emSerendipitiy .

Déa Trancoso é a entrevistada de hoje do Viamundo.

Viamundo vai ao ar a partir do meio dia, pela 100,9 Brasileiríssima, ou ao vivo pelo site: www.inconfidencia.com.br;

Clique aqui para ouvir o programa Viamundo com a participação de Dea Trancoso; 

Fonte: Blog do Programa Via mundo;

Categories: Cultura Gerais, Musica

Ministério das Comunicações

Aviso de Habilitação de rádios comunitárias

O Ministério das Comunicações publicou segundo aviso de habilitação para rádios comunitárias de 2012. Dentre as 75 cidades contempladas pelo aviso, 15 cidades de Minas Gerais foram selecionadas, sendo três delas no Vale do Jequitinhonha: Comercinho, Jenipapo de Minas e Rubelita. O aviso foi publicado no Diário Oficial da União, na Seção 3, do dia 3 de fevereiro de 2012.

Essa ação faz parte do Plano Nacional de Outorgas 2012-2013 e contempla apenas municípios que ainda não contam com nenhuma rádio comunitária autorizada. A meta do ministério é que até o fim de 2013 cada município brasileiro tenha pelo menos uma rádio comunitária funcionando.

Outras Informações no site do Ministério das Comunicações.

 

Acontece no Vale

Palestra “Todos contra a Pedofilia” em Capelinha

No dia 10 de fevereiro a cidade de Capelinha irá receber a palestra “Todos contra a Pedofilia“, ministrada Promotor de Justiça da cidade de Divinópolis, Dr. Casé Fortes. O evento tem como objetivo intensificar a campanha contra a exploração sexual infanto-juvenil. A Palestra será realizada no dia 10/02/12, às 14 horas no Espaço Ativa-Idade (Rua das Flores, 803 – Centro). É uma ação do Projeto “Infância Roubada”, executado pelo Grupo de Teatro de Capelinha Anim’Art e financiado pelo Banco do Nordeste e tem apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Capelinha, COMAD, PAIR, Casa da Cultura e Secretaria Municipal de Assistência Social.

Concurso Arte do 15° Carboarte, em Carbonita

A Prefeitura Municipal de Carbonita realiza uma concurso para a Arte que será tema do 15° Carboarte. Para participar, os interessados deverão ter mais de 15 anos e poderão encaminhar até dois trabalhos. Arte deve ser manual e não pode conter no nome do autor.

Os trabalhos deverão ser entregues na Secretaria de Cultura (Centro Cultural) até o dia 01 de março, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 16h. O prêmio para o vencedor é de 500 reais.

Outras Informações acesse o site de Prefeitura de Carbonita.

Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do JequitinhonhaCoordenadoria de Comunicação, Cultura e Meio Ambiente da Pró-Reitoria de Extensão da UFMGSala 6005 – Prédio da Reitoria – Campus Pampulha

Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha

Belo Horizonte / Minas Gerais

            (31)3409-4067       / 4043

www.ufmg.br/polojequitinhonha

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