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Notícias do mundo Jequitinhonha

Archive for the ‘Cinema’ Category

Desde sexta-feira (20) está em cartaz nas telas dos cinemas brasileiros o mais novo filme do cineasta e diretor Nelson Pereira dos Santos, “A música segundo Tom Jobim“, que tem também na direção a neta do saudoso maestro, compositor e músico, a competente diretora Dora Jobim. A direção musical também tem a marca dos Jobim, seu filho e músico, Paulo Jobim. O filme é um projeto do Natura Musical.

O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras. Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, se dispôs a encarar o desafio de desvendar em filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro, autor de uma obra eterna, de alcance internacional.”, assim se referem ao filme os diretores e produtores.

Em “A música segundo Tom Jobim“, os diretores escolheram “o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do músico considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme. E nem é preciso. Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos,alinhava a trajetória musical do “maestro soberano.”, eles deixam bem claro.

E finalizam afirmando que “está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções,sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.”

A música segundo Tom Jobim” é o primeiro de dois filmes que serão lançados este ano pelo diretor e premiado cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos (Foto). O segundo, “A luz do Tom“, que tem a co-direção de Marco Altberg, foi feito por meio de depoimentos de três mulheres muito ligadas ao mestre JobimHelena Jobim (irmã), Thereza Hermanny (primeira mulher) e Ana Lontra Jobim, segunda e última mulher.

Acesse o hotsite oficial do filme e fique por dentro dessa obra do diretor Nelson Pereira dos Santos

Se quiser conhecer ou matar as saudades das canções do mestre Tom Jobim e de outros compositores de nossa MPB, visite aqui o hotsite da Rádio Natura Musical. Você vai ouvir músicas que pertencem ao acervo do Projeto Natura Musicale não estão relacionadas com o filme “A música segundo Tom Jobim“.

Veja o trailer oficial do filme “A música segundo Tom Jobim“, um filme de Nelson Pereira dos Santos e dirigido também pela neta do saudoso músico, compositor e maestro, a Dora Jobim.


Com informações e imagens da Sony Pictures Brasil, Regina Filmes, Projeto Natura Musical e Instituto Cultural Tom Jobim

Fonte: Portal Luiz Nassif 

Com alguma desconfiança, o ator e diretor Ernane Alves, de 34 anos, informa: o filme Cinema Vale Sonhos, em cartaz hoje, às 19h, no Sesc Palladium, custou R$ 10 mil. O receio tem motivo: ele teme o preconceito em relação à sua obra.

O orçamento curto se deve ao fato de Ernane ter se encarregado de praticamente todas as tarefas no set. Aproveitou as horas de folga, em meio a um trabalho de encomenda no Vale do Jequitinhonha, parafilmar moradores da região que nunca foram ao cinema. Eles falaram de sonhos e de filmes.

A ajuda de amigos facilitou a finalização, a arte e a trilha original de Cinema vale sonhos, assinada por Bruno Tonelli, do grupo Sete Estrelas. Mas a grana curta prolongou o processo. As imagens foram gravadas em 2007 e o trabalho só ficou pronto em 2010.

Ernane pretende lançar seu filme em salas dedicadas ao cinema de arte. “Fui tocado profundamente por aquela realidade”, conta o diretor. Ele se emocionou ao ver crianças, adolescentes, adultos e idosos sonhando com uma vida melhor, com a casa própria e até em deixar o Vale do Jequitinhonha. “Eram histórias não muito diferentes das que ouvi de meus pais e avós, também gente da roça”, observa. “É papo reto, simples, muito sofisticado e amoroso de gente pobre que encontra modos de ajudar os outros, ainda mais pobres”, acrescenta.

Selva Ernane convida o espectador a conferir o seu trabalho. “Gostaria muito que o vissem. Quem mora na selva de pedra acha que gente humilde não tem cultura, mas não é assim. Aquelas pessoas têm sabedoria, cada encontro foi uma lição de vida para mim”, garante.

Cinema vale sonhos tem humanidade e verdade, assegura o diretor. “Fiz um filme sobre os esquecidos pelo cinema”, resume. Há quem veja nele estética próxima ao neorrealismo dos italianos dos anos 1940. Recém-saídos da 2ª Guerra, aqueles cineastas produziram filmes baratos e diretos.

O trabalho de Ernane circulou por festivais, mas ainda não chegou às salas de exibição. “Estou aprendendo a ter paciência”, brinca ele, que está tocando novos projetos. Vai filmar a vida da escritora Helena Jobim, irmã do autor de Garota de Ipanema, e planeja uma fita sobre a bossa nova em Minas Gerais. Ernane já filmou a Trilogia do tédio, que reúne os curtas Cinco minutos do meu pensamento, Crunch e Clash.


Publicado no Passadiço Virtual

Categories: Cinema, Cultura Gerais

As relações entre o público e o circo tendem sempre a uma fantasia que não se renova. Nem o passado se desdobra em memória da vivência que muitas vezes não passa de sentimento que não revela mais que sonhos soterrados. É o que se pode dizer deste “O Palhaço”, segundo filme do ator, roteirista e diretor mineiro Selton Mello. Em princípio recorrente à caravana holidei, de Cacá Diegues, em “Bye-Bye Brasil”, por percorrer um país que a própria nação desconhece. E, em seu caso, os grotões de uma Minas perdida em infindáveis canaviais.

Há certa melancolia em Benjamim, o palhaço Pangaré (Selton Mello), hesitante em continuar a dupla com o pai Valdemar, o palhaço Puro Sangue (Paulo José), e seguir seu próprio trajeto. Numa representação do conflito entre o velho e o novo, na transição de um Brasil rural, interiorano, para o Brasil urbano da metrópole. O Circo Esperança é assim a representação dos confins, de lugares não alcançados pelo progresso, destituído de qualquer traço de modernidade. Tão pobre que o ventilador simboliza a tecnologia que pode minorar o calor do Vale do Jequitinhonha e a mudança das relações sociais.

Benjamim, em sua singeleza não destituída de matreirice, apreende as nuanças dessa mutação. As atribulações cotidianas do picadeiro o impulsionam para outros cenários, menos apegados à lerdeza dos grotões. Lerdeza vista no próprio empreendimento da família, pois tem de dar conta dos inúmeros problemas advindos da gestão do pequeno circo. Nela incluída as relações de trabalho, a carência de dinheiro, a necessidade de amenizar as agruras de sua trupe. Predomina muitas vezes a exploração sub-reptícia, escondida pela proximidade entre ambos e o apego dos circenses ao labor cultural. É o amor à arte que atenua os conflitos, ainda que não os evite. E adia a falência do empreendimento.

Embora não trace a dialética entre a TV e o circo, Selton e seu coroteirista Marcelo Vindicatto deixam implícita a dificuldade deste último como negócio. Pois se o universo cultural do interior o inclui também é verdade ser ele representação feudal. Sua sustentação depende do encantamento e a troca de favores com o prefeito da cidadezinha onde se instala. Uma sinecura aqui, outra ali, permite sua sobrevivência. Este é o cerne deste “O Palhaço”, que vive mais do amor ao circo que da bilheteria. Esta sempre o põe na corda bamba.

Pangaré pende entre o velho e o novo

Daí a melancolia brotada no olhar, na fala, nos gestos de Benjamim. Ele se liga ao entorno, vendo a relação amorosa do pai com a bela Lola (Giselle Motta) descambar para a traição, o Circo Esperança penetrar cada vez mais nos grotões, sem poder atender a reivindicações simples como a falta de sutiã para uma artista não se desnudar em cena. É um fio interessante este, por tratar da relação do circo com o público, mas ver seu interior: o pauperismo de quem se sente responsável por suas ações. Mas hesita entre ficar e ganhar seu próprio rumo. E com o olhar para o Brasil dos grotões entranhado das mazelas do Brasil moderno, das sinecuras, da corrupção, dos favores.

Nada caminha se não for “azeitado” – do delegado disposto a esquecer a ilegalidade em troca de “indenização”, do servidor do setor de documentação reivindicando “algo mais” para apressar a entrega do documento e o prefeito pedindo para o filho cantar num dos espetáculos. Tudo o desnorteia: a dificuldade de sobreviver no meio urbano, a descoberta de que sua cidadania deve ser atestada não pela certidão de nascimento, mas pela carteira de identidade, e finalmente por ter chegado tarde ao ansiado encontro amoroso. Nada neste mundo é faz de conta.

Dito desta forma, “O Palhaço” parece ser um filme sem humor, distante de seu universo. Este, no entanto, está lá. Une estripulias às tiradas maliciosas, o lúdico ao riso escrachado, tendendo às vezes para a chanchada. Esta surge em entrechos que são verdadeiros esquetes. Principalmente quando estão em cena Moacyr Franco, o delegado, e Jorge Loredo, o dono da loja. Entretanto Selton dota o filme de estética asiática: andamento lento, câmera estática, entrechos que se bastam, predominância do meio sobre o personagem. Numa simbolização do que se foi. Talvez em sua própria infância. Mesmo se viajando pelos grotões ainda se possa ver outro Circo Esperança, rodeios, touradas, cada vez mais afastados dos centros urbanos desenvolvidos.

De qualquer forma é a simbolização de uma manifestação cultural popular, vista hoje como símbolo do Brasil rural. A televisão pegou sua forma, sua linguagem, seu universo, e os transformou em programas de humor. Mesclou-os à chanchada, ao teatro de revista, e manteve seu esteio popular. E o circo, como empreendimento, estruturou-se de outro modo para sobreviver. É a mutação capitalista na manifestação cultural popular, rompendo identidades, mesmo que se “deva fazer sempre o que se sabe”, diz Puro Sangue, apropriando-se da fala do fazendeiro (Jackson Antunes). Bem o enfatiza Nelson Ned: “Se tudo passa/tudo passará. Se nada fica/Nada ficará”. Pode bem ser isso.

“O Palhaço”. Comédia. Brasil. 2011. 90 minutos. Fotografia: Paulo Gama. Música: Plínio Profeta. Roteiro: Selton Mello/Marcelo Vindicatto. Direção: Selton Mello. Elenco: Paulo José, Selton Melo, Giselle Motta, Larissa Manoela, Teuda Bara.

Assista o trailler do filme


Fonte: Site Pé Vermelho;

Cartaz do FEstivale de 2010 – Padre Paraíso

Cerca de 50 agentes culturais debateram a preparação e programação do 29º Festivale, em 16 de abril, na cidade de Jequitinhonha, que completará 200 anos e sediará o evento na última semana de julho desse ano. O Festivale 2011 acontecerá no período de 24 a 30 de julho, na cidade de Jequitinhonha, no Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Organizado pela Fecaje – Federação de Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha, o encontro serviu para definir o calendário, programação, homenageados e organização geral do festivale que resume na apresentação das manifestações artístico-culturais dos municípios da região na literatura, artesanato, folclore, música, teatro e debate em torno das questões do setor.

Mesmo completando três décadas de realização do festivale, a Fecaje ainda carece de infraestrutura, projetos, transparência administrativa, planejamento, política de financas e plano de ação que avance e consolide a cultura como pólo integrador de todo o Vale e rompa as fronteiras do subdesenvolvimento que assola a região, apontam as estatísticas e especialistas. “O voluntarismo sem planejamento acaba atrapalhando, já se vão 30 anos de movimento e ainda não há referência estrutural,” reforçam.

Para o poeta Cláudio Bento, diretor de comunicação do Instituto Valemais, “tomou-se tempo enorme para discutir questões burocráticas, não abordam os problemas, renovação, profissionalização, dificuldades, gestão, prestação de contas, processo eleitoral e regularização administrativa da entidade que até então continua no eventual, no lirismo e sem perspectivas. Não valorizam pessoas como Adão Ventura, talvez, o maior poeta do Vale,” apontou.

Para o fechamento dos ajustes para a realização do 30º Festivale, um marco regional, novo encontro de cultura da fecaje, deverá ser realizado durante a IV Cantoria em Virgem da Lapa, nos dias 6 a 8 de maio.
Fonte: Blog do Banu, com Texto de Tiburcim, da Tribuna do Norte, de Salinas.

Em 1996 o M.C.I – Movimento Cultural Itinguense ,hoje Centro Cultural Escrava Feliciana, criou o projeto Cinema nas comunidades o qual tinha o objetivo de levar a arte do cinema nacional para as comunidades de Itinga, principalmente as rurais, para viabilizar o projeto foi feito uma parceria com a prefeitura municipal de Itinga, geralmente se leva também um vídeo feito na comunidade (reunião, jogo de futebol ou algunha festa) e estes eram exibidos antes das sessões, e após as sessões ainda se fazia um forrozinho para alegrar os telespectadores. Nas comunidades que não tinham energia elétrica se leva um gerador de energias movido a gasolina, o projeto perdurou até novembro de 2000 e neste período todas as comunidades do município de Itinga receberam o projeto cinema nas comunidades.

Agora estamos retornando este projeto com um novo formato chamado “Cinema e Arte nas comunidades” onde se pretende levar a arte do cinema juntamente com nossas artes locais: grupos de teatro, corais, exposição de artes, contadores de histórias, cantores e poetas, esta retomada só esta sendo possível graças a uma parceria entre o Centro Cultural Escrava Fliciana e AMAI – Associação dos Moradores e Amigos de Itinga, que juntas vem somando forças para levar entretenimento para as comunidades privadas de acesso à cultura.

Em breve divulgaremos a programação de 2011 do projeto cinema nas comunidades

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