Login Registration

Notícias do mundo Jequitinhonha

Archive for the ‘Artesanato’ Category

Reportagem produzida pela Rede Record de Televisão

 


Dois lados do patrimônio cultural de Minas: preservação do acervo das igrejas e mais conhecimento para os estudantes da área de conservação-restauração. Para unir essas duas pontas, quase sempre carentes de recursos, foi assinado, ontem, um termo de cooperação técnica e científica entre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Um dos frutos da parceria, que contempla uma ampla agenda de trabalho é restaurar na Escola de Belas-Artes (EBA)/UFMG 21 peças sacras de igrejas de Sabará, na Grande BH, Couto de Magalhães de Minas, no Vale do Jequitinhonha, Serro e Conceição do Mato Dentro, na Região Central.

As peças (20 imagens e uma tarja de retábulo) foram entregues no câmpus da Pampulha pela gerente de Elementos Artísticos do Iepha, Ana Panisset, ao diretor da EBA, Luiz Souza. Ana explicou que, a custo zero, as comunidades terão seu patrimônio restaurado com a qualidade garantida pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor/UFMG), uma referência internacional. Além da seleção, recolhimento e devolução do acervo aos locais de origem, o Iepha vai fazer o acompanhamento do serviço. “Essa ação entra como um braço do Programa de Restauração de Acervos do instituto, que este ano incluirá mais 19 peças”, informou a gerente.

Durante a entrega, Ana destacou a satisfação dos estudantes do curso de conservação-restauração e também dos professores que vão trabalhar com as peças. “Serão várias frentes de trabalho em cooperação. Além de peças sacras, vamos restaurar pinturas e gravuras e capacitar recursos humanos. Ganham as comunidades, com a recuperação do acervo, e os estudantes, com a possibilidade de ter esse material para estudos e trabalho durante o curso. A motivação do intercâmbio é trazer o conhecimento e a pesquisa acadêmica para o âmbito da aplicação prática”, disse a gerente. Anualmente, serão selecionadas de 15 a 20 obras, dependendo do tamanho e estado de conservação. “Há uma curiosidade: uma delas será recuperada, como trabalho de conclusão de curso, pela aluna Florence Costa, que é também estagiária no ateliê de restauração do Iepha”.

O professor Luiz Souza lembrou que há 30 anos a EBA mantém o seu curso de conservação-restauração e ressaltou a formação de parcerias com instituições como Iepha e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Agora, é como se transformássemos o ateliê num ‘hospital das clínicas’, recebendo novos clientes. Com esse convênio, nossos alunos terão material para treinamento, pois as peças serão catalogadas, vão passar pelo processo de raios x, enfim, receberão todos os cuidados do restauro”, afirmou. Souza disse ainda que o material está bem degradado e vai buscar os recursos financeiros para a empreitada.

CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS

De acordo com o Iepha, outra frente de trabalho conjunto se refere à capacitação do corpo técnico que atua na conservação e restauração do patrimônio mineiro, por meio de entidades governamentais ou empresas privadas. Estão previstos seminários, palestras, workshops e eventos diversos, envolvendo técnicos do Iepha, acadêmicos da UFMG e profissionais do mercado. Além disso, o convênio também prevê a oferta de estágio supervisionado no Iepha para os alunos da EBA e desenvolvimento de diversos projetos de pesquisa e publicações em conjunto.
Pelo termo de cooperação, será montado um grupo de pesquisa que funcionará como uma comissão para discutir os parâmetros de conservação e restauração, baseado em referências internacionais e naquelas atualmente adotadas pelas duas instituições, a fim de unificar os procedimentos. E mais: será lançado um laboratório móvel de análises científicas para o diagnóstico do patrimônio mineiro. Fruto de um esforço conjunto entre UFMG, Iepha, Iphan e Ministério Público estadual, a unidade móvel percorrerá as mais diversas regiões do estado avaliando o estado de conservação de bens culturais.

Além das 21 obras, mais 19 peças sacras também entram em restauro ainda este ano pelo Programa Restauração de Acervos, do Iepha: cinco imagens da Igreja Matriz de São José, de Belmiro Braga, na Zona da Mata, serão recuperadas com verbas destinadas ao programa pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Difusos de Minas Gerais (Cedif), no valor de R$ 50 mil. Outras 14 imagens, de nove municípios, serão recuperadas com investimento de R$ 350 mil do programa estadual Minas Patrimônio Vivo.

Fonte: Blog do Jequi com informações do  EM
Categories: Artesanato, Cultura Gerais

Um espaço aberto para os artesãos e a cultura do Vale na capital mineira

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha chega à sua 13ª edição este ano. De 07 a 12 de maio, a UFMG, através do projeto Artesanato Cooperativo, promove um espaço de encontro entre a comunidade universitária, os belorizontinos e a cultura do Vale do Jequitinhonha.

O evento vai trazer vários artesãos que vão mostrar um pouco de toda a riqueza e diversidade das produções artísticas da região. Além disso, a programação da Feira também contará com apresentações musicais, teatrais e solenidade em homenagem a duas Mestras artesãs de grande importância para o artesanato do Vale.

Breve história do artesanato no Vale do Jequitinhonha

Localizado na região nordeste de Minas, o Vale do Jequitinhonha é integrado por cerca de 80 municípios e sua característica mais marcante é a riqueza cultural. O teatro de rua, os grupos de reisado, corais e contadores de histórias são encontrados por todo o Vale, alguns já são conhecidos Brasil a fora e no exterior. Outra arte bem tradicional da região vem conquistando o gosto de brasileiros das grandes cidades, bem como o de europeus e até japoneses, é o artesanato.

O artesanato do Vale tem sua origem no trabalho de mulheres humildes que manufaturavam peças utilitárias, em sua maioria panelas, para ajudar no sustento da casa. As técnicas foram passadas de geração em geração e assim foram se aperfeiçoando. Além das panelas, eram fabricadas moringas, travessas, potes e pratos, todas essas peças tinham como principal matéria-prima o barro. Com o passar do tempo as “paneleiras” foram dominando outras técnicas, incorporando outras matérias-primas a seus produtos e passaram a confeccionar também, peças decorativas e brinquedos, como bonecas, animais, flores e presépios. A produção artesanal foi tomando formas e traços bem específicos na região, o que conferiu ao artesanato do Jequitinhonha características únicas.

Em 1978, a criação da Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha (CODEVALE) permitiu significativa transformação na realidade dos artesãos. A entidade recolhia peças de vários artistas e revendia na capital mineira. Hoje esse artesanato é exportado para diversas capitais brasileiras e conquistou a admiração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidenta Dilma Rousseff. Essas obras de arte já alcançaram reconhecimento internacional.

Atualmente, além da cerâmica, a produção artesanal é composta por peças em palha, bambu, madeira e algodão, entre outras. Alguns municípios se destacam pela produção artística em argila, outros na tecelagem, bordados em ponto cruz, arraiolos, flores e bonecas de palha de milho, cestarias e trançados com materiais variados.

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha é uma excelente oportunidade para conhecer essas e outras produções. Difícil é não se render à sensibilidade impressa nessas obras.

As homenageadas

Em 2012 a Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha homenageia duas artesãs que desenvolveram técnicas e estilos próprios e ensinaram muita gente a fazer arte no Vale.

A Mestra Dona Isabel, de Ponto dos Volantes, foi homenageada de Dilma na abertura da exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras – Produção do Século 20″, no ano passado. A inclusão das bonecas de cerâmica de Dona Isabel na exposição foi um pedido especial da presidenta.

A Mestra Dona Pretinha, da cidade de Itaobim, é uma senhora miúda e centenária, mas tão ativa quanto seus jovens aprendizes. Em seus 106 anos ela já ensinou muita gente no Vale a fazer esteira e deixou sua marca na história da cultura regional.

Além de organizar a Feira, o Projeto Artesanato Cooperativo, integrado ao Programa Polo Jequitinhonha incentiva a produção artesanal do Vale e o fortalecimento do associativismo na região.

Todo ano a Feira de Artesanato traz novas peças, se você já conhece venha ver as novidades. Mas se você ainda não conhece a riqueza cultural da região, não perca a oportunidade e venha conferir a programação! 07 a 12 de maio, na Praça de Serviços da UFMG – Campus Pampulha.

Programação cultural na 13ª Feira de Artesanato
A 13ª Feira de Artesanato do Vale traz programação diversificada

De 07 a 12 de maio, a UFMG, através do projeto Artesanato Cooperativo, promove um espaço de encontro entre a comunidade universitária, os belorizontinos e a cultura do Vale. Vem aí a 13ª edição da Feira de Artesanato do Vale Jequitinhonha na UFMG, na Praça de Serviços da UFMG – Campus Pampulha.

Toda a programação do evento é aberta ao público.

Confira abaixo a programação:

Horário de funcionamento da Feira de artesanato
Segunda, Terça, Quarta e Sexta-feira: 9h às 18h
Quinta: 9hs às 19h
Sábado: 9hs às 14h

Apresentações

Terça-feira – 08/05 – 12h30
Zé de Bola

Quarta- feira – 09/05 – 12h30
Carlos Farias
Quinta- Feira – 10/05
Ás 17h - Homenagem às mestras artesãs Dona Isabel e Dona Pretinha
Às 18h – Meninas de Sinhá

Sexta-Feira – 11/05 – 12h
Ícaros do Vale (Espetáculo Terra)

Entrada Franca.

PARTICIPE E NOS AJUDE A DIVULGAR!

 

Fonte: Program Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha

 

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG, chega à sua 13ª edição este ano. De 07 a 12 de maio, a UFMG abre suas portas para a cultura do Vale do Jequitinhonha.  O evento vai trazer cerca de 80 artesãos que vão mostrar um pouco de toda a diversidade da produção artísticas da região. Aberta ao público, a Feira também contará com apresentações culturais de grupos do Vale.

Outro destaque dessa edição é a homenagem às mestras artesãs Dona Maria Pretinha e Dona Isabel.

A centenária Dona Pretinha

Maria Gomes Dias, conhecida em sua comunidade – Estação da Luz, na cidade de Itaobim – como Dona Maria Pretinha,  tem 106 anos, mas uma vitalidade incomum. Ainda criança abandonou os estudos para ajudar o pai e os irmãos na roça. Passavam o dia trabalhando com foice e machado e a noite a família se reunia para “amarrar esteiras”. Dona Pretinha desde criança foi acostumada ao trabalho duro.

Casou-se, teve seis filhos que foram criados com dificuldade, no entanto ela nunca “esmoreceu”. O sustento da casa vinha do trabalho na roça e da fabricação de esteiras.

Em 2000 o Ministério da Integração Nacional promoveu na comunidade, oficinas que ensinavam a confecção artesanal de produtos feitos com a taboa. Nessa oficina Dona Pretinha e outros moradores de Estação da Luz aprenderam a utilizar a matéria-prima de diferentes formas. Passaram então a confeccionar caixas, chapéus, bolsas e bancos. Muitos desistiram, pois não acreditaram na nova proposta, mas a artesã continuou firme trançando a taboa e incentivando os companheiros no trabalho.

Com o tempo os produtos passaram a ser comercializados em feiras na região e cairam no gosto dos compradores. As obras de  Dona Pretinha e dos artesãos de Estação da Luz, são vendidas na Feira na UFMG, desde a primeira edição.

Ela já ensinou o ofício a diversas pessoas e aos 106 anos suas mãos continuam ágeis e habilidosas e transformam a fibra em objetos utilitários e decorativos como bancos e bolsas, entre outros. Os produtos confeccionados pela Mestra e pelos artesãos da comunidade Estação da Luz, podem ser encontrados na 13ª Feira de Artesanato do Vale  do Jequitinhonha na UFMG.

Dona Isabel a Mestra Bonequeira 

Dona Isabel cresceu vendo sua mãe produzir peças de barro, a partir de técnicas que havia aprendido com seus ancestrais indígenas. Passou sua infância criando seus próprios brinquedos com o mesmo material usado pela mãe – o barro.

Casou-se, teve filhos, mas logo ficou viúva. Com as crianças ainda pequenas a maneira que encontrou de sustentar a família foi seguir o mesmo caminho da mãe. Passou a produzir potes, travessas, figuras de presépios, que eram vendidos nas feiras da região. Logo suas produções começaram a chamar a atenção pela criatividade, capricho e singularidade.

Além dos utensílios que produzia para subsistência, a artesã começou também a fazer bonecas de argila, que pareciam tomar vida com seu toque inventivo e cuidadoso. A artesã criava imagens representando as pessoas da região em diferentes situações: noivas vestidas de branco com arranjos, buquês, lábios e unhas pintadas, noivos elegantes vestidos com terno e gravata, madrinhas charmosas, grávidas amamentando, personagens em procissões.

Dona Isabel desenvolveu um estilo próprio de trabalho e compartilha seu conhecimento com os que a cercam. Formou uma verdadeira escola de cerâmica e hoje é a mais famosa artesã que trabalha com barro no Vale do Jequitinhonha. Suas peças decoram espaços por todo o Brasil e são exportadas para diversos países.

A Mestra já recebeu várias homenagens, inclusive da presidente Dilma Roussef na abertura da exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras – Produção do Século 20″, em 2011.

                                                                                   

Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG

A Feira é organizada pela equipe do projeto Artesanato Cooperativo, cujo objetivo é  incentivar a produção artesanal e o fortalecimento do associativismo  no Vale.

PARTICIPE E NOS AJUDE A DIVULGAR! 

Fonte: Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha. 

Categories: Artesanato, Cultura Gerais

Mestre Antônio no Encontros dos Tambozeiros do Vale do Jequitinhonha

A herança da cultura afro-brasileira está presente em vários hábitos da nossa sociedade, como o modo de falar, a forma de vestir, a culinária, a dança, a música, entre outros. Acreditando na importância de resgatar a cultura do tambor e mostrar o trabalho realizado pelos tamborzeiros do Rosário do Vale do Jequitinhonha, foi criada a publicação Tamborzeiros do Vale do Jequitinhonha.

O material é resultado de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Francisco Badaró e a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, por meio do Fundo Estadual de Cultura. A publicação apresenta a história da cultura do tambor,  as trajetórias dos grupos de tamborzeiros em municípios como Chapada do Norte, Virgem da Lapa, Araçuaí, Francisco Badaró e Minas Novas, além de depoimentos de pessoas envolvidas com essa manifestação cultural.

De acordo com a chefe do setor municipal de Cultura de Francisco Badaró, Célia Maria Pereira, a ideia da elaboração da publicação surgiu a partir do encontro de tamborzeiros do Rosário no Vale. “O município participou da primeira reunião dos tamborzeiros e, em seguida, pleiteou o segundo encontro. A partir daí, avaliou-se a importância de resgatar a cultura do tambor e divulgá-la para outros municípios e estados”, destaca.

Para o musicólogo e responsável pela pesquisa sobre os tamborzeiros, Daniel Magalhães, as culturas do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas são muito ricas e precisam ser divulgadas em outras regiões do estado e do País. “É muito gratificante ver a cultura do tambor viva nos municípios. Espero que a publicação seja distribuída amplamente e que este trabalho sirva como fonte inspiração para outras pesquisas sobre a região”, ressalta.

Parceiro(a), é muito importante conhecer a cultura do seu município e da região. Os interessados em adquirir um exemplar da publicação sobre os tamborzeiros do Vale devem encaminhar um e-mailpara cultura@franciscobadaro.mg.gov.br.

Fonte: Blog do Jequi

Originalmente Publicado no Diário do Jequi; 

Cursistas de Mineração e Construção civil registram BO contra empresa INEP

Cursistas de Mineração e Construção civil registram BO contra empresa INEP

Na última quarta feira, 21.03, em Almenara, no Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas, estudantes que iniciavam o curso de Mineração oferecido pelo INEP – Instituto Nacional de Educação Profissional, empresa com sede em Juiz de Fora – MG, anunciada como parceira da Prefeitura de Almenara, acionaram a Policia Militar para registrar um Boletim de Ocorrência, pois sentiram-se lesados pela empresa ao perceberem que o professor que ministrava a primeira aula não tinha habilitação específica em mineração.

De acordo com Elis Soares, uma das alunas do curso de mineração, “ao escutar uma propaganda anunciando o curso de mineração, liguei para a secretária municipal de educação, que afirmou a parceria com o INEP. Em seguida, fiz minha matricula no curso. Paguei R$ 130. Hoje, ao iniciarmos o curso, percebemos que o professor não tinha formação na área de mineração. Na verdade, o professor que ministrava a aula era um dos funcionários da Secretaria de Educação, formado em Letras. Assim, chamamos a Policia Militar e fizemos um Boletim de Ocorrência e iremos fazer uma representação no Juizado Especial para tentar reaver nosso dinheiro”, finalizou Elis.

Ainda de acordo com a cursista, o INEP formou duas turmas somente no curso de Mineração, com 30 alunos cada. Uma iniciaria em 21/03, e a outra no próximo sábado, 24/03. Além deste, a empresa ofereceu mais tres cursos, totalizando 220 pessoas inscritas. O INEP, em parceria com a Prefeitura de Almeara, ofereceu cursos de eletricista, atendente e construção civil. Neste último, um dos professores – pasmem -, era um padeiro, que ocasionalmente é pedreiro. Ele estava também matriculado no curso de mineração. De acordo com o pedreiro Nivaldo Silva ele também não tem formação na área, “fui convidado para ministrar o curso de pedreiro e apenas repassar o que sei na prática”. Ele confirmou ainda que não tem nenhuma formação pedagógica, pois apenas concluiu o ensino fundamental.

Entrevistamos também outro cursista que tinha feito inscrições nos cursos de Mineração e Construção Civil oferecido pelo INEP. Segundo Aldegardes Bonfim, “mais uma vez, nós almenarenses estamos sendo lesados por uma empresa parceira da prefeitura municipal de Almenara. A secretária municipal de educação estava respaldando a empresa de Juiz de Fora. Por isso, fiz minha inscrição. O problema que vejo não é somente pelo golpe financeiro que tomamos, mas é a falta de respeito e o descaso que a Prefeitura tem tido com o cidadão almenarense, pois aqui tem pessoas, na sua maioria jovens, com sonhos e esperança em conseguir ser colocado na Magnesita S.A”.

Por outro lado, entrevistamos o auxiliar administrativo da secretaria municipal de educação, Marco Túlio. Segundo ele, “ Por participar de todos os projetos pedagógicos da secretaria municipal de educação , a secretária municipal de Educação, Udilma Sousa, me pediu para tentar organizar os cursos oferecidos pelo INEP na sede da nossa secretaria. E aconteceu que, pela segunda vez, o INPE procurou a prefeitura para ministrar esses cursos. Como eles ainda não tinham encontrado profissionais habilitados na área, fui convidado a ministrar a primeira aula sobre História da Mineração. Como o INPE não conseguiu nenhuma profissional especializado na área, a cordenadora do INPE, Ana Paula, me convidou para ministrar a primeira aula. Ainda de acordo com Marco Túlio , “a contrapartida da Prefeitura Municipal foi disponibilizar o local para ministrar o curso. No caso, a Escola Municipal Corina Ferraz, mais conhecido por CAIC, que também é a sede da secretaria municipal de educação.”

A empresa Magnesita S.A anunciou recentemente que irá investir cerca de R$ 120 milhões para explorar Grafite em Almenara. Com isso, gerou uma grande expectativa na cidade em relação a contratação de mão de obra.

Comentário de Álbano Silveira Machado (Banu)

Com a demanda de profissionais na área de Mineração o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, campus Almenara, poderia oferecer um curso técnico na área. O campus de Araçuaí já estuda esta possibilidade, segundo o Reitor Liberato. Com a nova fronteira mineral aberta, incentivada e apoiada pelos Governos de Minas e Federal, com a exploração de minério de ferro, em 21 municípios, de Grão Mogol, Salinas, Taiobeiras até Rio Pardo de Minas, a demanda aumenta ainda mais. Empresas multinacionais realizam estudos e pesquisas para investir mais de R$ 8 bilhões, somente nos próximos 5 anos. Há uma expectativa de geração de cerca de 15 mil postos de trabalho.  Se os trabalhadores da região não se qualificarem quem ocupará esta vagas virá de outras regiões. Aliás, a questão de formação profissional na região é um dos gargalos que entrava o nosso desenvolvimento. 

Fonte: Blog do Banu; 

Conheça a loja virtual dos jovens do Vale do Jequitinhonha.
  
por Deborah Dubner
Trabalho artesanal dos jovens da Dedo de Gente Foto: Gianfranco Briceño Arévalo Blog do Jequi - Leia Mais: http://blogdojequi.blogspot.com/2012/02/dedo-de-gente-um-projeto-emocionante-de.html#ixzz1mILRHqQs http://blogdojequi.blogspot.com/É com alegria que a série Web do Bem traz ao leitor um projeto ímpar, que reúne educação, empreendedorismo socioambiental, formação de cidadania, criatividade e muito mais! Trata-se do Dedo de Gente, uma cooperativa que resultou do aprendizado e do trabalho, artesanalmente concebidos e pacientemente aprimorados, desde 1996, pelas diversas unidades de produção solidária – as “fabriquetas” – formadas e dirigidas por moças e rapazes do Vale do Jequitinhonha e norte de Minas Gerais.
Esse projeto nasceu como consequência de um processo educativo iniciado há 26 anos pelo Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), liderado pelo educador Tião Rocha.
“Quando a ideia surgiu, o artesanato era apenas um meio para desenvolver habilidades artísticas dos jovens, uma “desculpa” para promover a educação da convivência. Com o tempo a produção se ampliou, em diversidade e qualidade, e hoje somos 10 fabriquetas: serralheria, marcenaria, bordados & arranjos florais, cartonagem, tinta de terra, doces & licores, e casinhas de passarinho – nossa imobiliária para quem sabe voar. Recentemente, incorporamos as fabriquetas de cultura e tecnologia, com serviços na área de audiovisual e softwares. Os instrumentos são outros, mas o propósito, o mesmo: gerar possibilidades inovadoras de desenvolvimento humano e profissional, comprometido com os valores de nossa cultura e o ambiente em que vivemos.”, conta Tião.
Mais de 2 mil produtos diferentes já foram criados e 200 estão no portfólio permanente. Peças que contam a história e as estórias do sertão das Gerais, da cultura do povo, das cores da terra. Atualmente a dedo de Gente tem 85 cooperados e cerca de 70% do orçamento provém das vendas. Muitos já foram recrutados por empresas da região e alguns montaram negócios próprios.
Origem
A cooperativa Dedo de Gente começou fazendo sabão. Hein?! Mais uma invencionice de Tião Rocha, a Pedagogia do Sabão parte do raciocínio de que podemos e devemos aproveitar todos os recursos que temos à mão. Uma ideia tão simples – e, por isso mesmo, transformadora.
Tião Rocha explica: “Na roça, todo mundo sabe fazer sabão, é uma coisa que não custa quase nada, até de cachorro morto dá pra fazer, os recursos têm em casa ou na natureza. É fácil de ensinar, e é uma coisa que todo mundo precisa! Fazer sabão é a sabedoria de deixar de ser consumidor passivo para ser produtor ativo.”
Compromisso ambiental
O compromisso ambiental do Dedo de Gente tem raízes bem plantadas nesses princípios. Os integrantes contam: “Aqui, não tem desperdício, não tem compra de material. Evitamos o uso de produtos tóxicos e materiais não recicláveis. Economizamos água e energia, por que isso é bom pro nosso negócio e pro mundo todo. Mais importante, levamos essas práticas para casa, estendendo a nossas famílias as boas idéias que aprendemos aqui. Também procuramos sempre fornecedores locais, para evitar impactos do transporte. Usamos frutas da época, fazendo doces muito mais frescos e gostosos, respeitando o tempo da natureza.”
A mais poética expressão do compromisso ambiental do Dedo de Gente é a Imobiliária para Quem Sabe Voar, que fabrica casas de passarinhos. As casinhas simbolizam cuidado com os animais e aproveitamento de restos, gerando aprendizagem e renda. Todas as sobras das outras fabriquetas são utilizadas para construção de casinhas.
Protagonismo
No Dedo de Gente, os jovens cooperados não são o “público beneficiário do projeto” – são os atores principais de tudo que acontece, verdadeiros protagonistas. E como se faz isso? Com muito investimento no desenvolvimento pessoal de cada um. Não é fácil nem rápido, mas é absolutamente possível, como é claramente demonstrado, após 15 anos de trabalho. “Aprendemos a fazer isso através de um profundo processo pedagógico, baseado em muitas rodas, dinâmicas, brincadeiras e diálogo. Aqui na cooperativa é assim: aprendemos a ser protagonistas não só deste negócio, mas de nossa própria vida.”, contam os integrantes.
Raízes e frutos
Quando aprendemos a valorizar nossas raízes, nos sentimos mais completos, mais criativos, mais felizes. Cresce o respeito pelos antigos, e a vontade de fazer a diferença. Um trabalho de pesquisa, de observar as pessoas da comunidade, cavaleiros, vendedores na feira, benzedeiras. Nas criações são retratadas pessoas e sentimentos. Cada peça tem nome. Nelas os criadores das obras se deparam com cenas do nosso cotidiano da própria comunidade.
Retratar a essência do dia a dia, resgatar fazeres esquecidos, mostrar o homem e a mulher do sertão, é o que renova a auto-estima de toda a equipe. “É isso que nos transforma como indivíduos. Antes eu não dava valor para as coisas daqui, para a cultura da cidade. Agora, eu tenho outro olhar…” Estes depoimentos são comuns entre os jovens participantes.
“Na Dedo de Gente aprendemos mais que simplesmente executar técnicas: aprendemos a ser solidários, ter comprometimento com o trabalho e conquistar nossa auto-suficiência”, dizem os participantes. E isso muda tudo!
O que você vai encontrar no site
Loja Virtual: a arte do sertão se manifesta de muitas formas nessa loja virtual, com produtos exclusivos e altamente criativos. Você encontrará artigos feitos em madeira, ferro, bordados, retalhos, tintas de terra, flores e frutas do sertão e do cerrado. Cds, DVDs, e saborosos doces caseiros. Tudo isso, embalado com muito cuidado e afeto – as embalagens também são feitas lá mesmo, na fabriqueta de cartonagem.
Institucional – Entenda sobre a cooperativa, prêmios recebidos, parceiros, etc.
Atividades – Veja detalhes dos trabalhos que estão sendo realizados na área de artesanato, cinema, música e software. Veja fotos, vídeos, leia histórias das criações. Os projetos e as inovações não param!!!
#Fazdiferença
Não é por acaso que o projeto se chama Dedo de Gente. Ele leva esse nome porque é muito diferente desses projetos que usam modelos prontos, criações de designers a serem copiadas por jovens aprendizes. Na Dedo de Gente, os jovens é que são os artistas. Com isso, ganham um novo olhar, uma nova visão de mundo. Aprendem que uma coisa pode se transformar em outra. Isso gera um ciclo harmonioso, na descoberta da sua capacidade de criar.
E você, amigo e leitor, pode fazer parte desse universo, visitando o site, se interessando, escrevendo sua opinião, divulgando na sua rede e comprando o que mais lhe agrada. Sua participação faz a diferença!
Bom passeio!

Leia mais: www.dedodegente.com.br

Fonte: Blog do Jequi com informações de Itu.com.br

Ministério das Comunicações

Aviso de Habilitação de rádios comunitárias

O Ministério das Comunicações publicou segundo aviso de habilitação para rádios comunitárias de 2012. Dentre as 75 cidades contempladas pelo aviso, 15 cidades de Minas Gerais foram selecionadas, sendo três delas no Vale do Jequitinhonha: Comercinho, Jenipapo de Minas e Rubelita. O aviso foi publicado no Diário Oficial da União, na Seção 3, do dia 3 de fevereiro de 2012.

Essa ação faz parte do Plano Nacional de Outorgas 2012-2013 e contempla apenas municípios que ainda não contam com nenhuma rádio comunitária autorizada. A meta do ministério é que até o fim de 2013 cada município brasileiro tenha pelo menos uma rádio comunitária funcionando.

Outras Informações no site do Ministério das Comunicações.

 

Acontece no Vale

Palestra “Todos contra a Pedofilia” em Capelinha

No dia 10 de fevereiro a cidade de Capelinha irá receber a palestra “Todos contra a Pedofilia“, ministrada Promotor de Justiça da cidade de Divinópolis, Dr. Casé Fortes. O evento tem como objetivo intensificar a campanha contra a exploração sexual infanto-juvenil. A Palestra será realizada no dia 10/02/12, às 14 horas no Espaço Ativa-Idade (Rua das Flores, 803 – Centro). É uma ação do Projeto “Infância Roubada”, executado pelo Grupo de Teatro de Capelinha Anim’Art e financiado pelo Banco do Nordeste e tem apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Capelinha, COMAD, PAIR, Casa da Cultura e Secretaria Municipal de Assistência Social.

Concurso Arte do 15° Carboarte, em Carbonita

A Prefeitura Municipal de Carbonita realiza uma concurso para a Arte que será tema do 15° Carboarte. Para participar, os interessados deverão ter mais de 15 anos e poderão encaminhar até dois trabalhos. Arte deve ser manual e não pode conter no nome do autor.

Os trabalhos deverão ser entregues na Secretaria de Cultura (Centro Cultural) até o dia 01 de março, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 16h. O prêmio para o vencedor é de 500 reais.

Outras Informações acesse o site de Prefeitura de Carbonita.

Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do JequitinhonhaCoordenadoria de Comunicação, Cultura e Meio Ambiente da Pró-Reitoria de Extensão da UFMGSala 6005 – Prédio da Reitoria – Campus Pampulha

Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha

Belo Horizonte / Minas Gerais

            (31)3409-4067       / 4043

www.ufmg.br/polojequitinhonha

Por Alba Dutra

FOLIAS DA CULTURAA cultura do Vale do Jequitinhonha tem lugar de destaque no cenário nacional. São saberes e fazeres diversos de um povo que luta para preservar sua terra e ver seus filhos crescendo e vivendo com dignidade, sem ter que abandonar o lugar onde nasceram.

São muitas as iniciativas e projetos que versam sobre a valorização da cultura e a preservação dos bens culturais materiais e imateriais dos municípios do Vale. Entretanto todos eles esbarram na questão da sustentabilidade, devido à dificuldade de captação de recursos para sua continuidade.

No Vale há artesanato, folia de reis, congado, catopês, batuques, histórias, cordéis e loas cantadas e contadas, que revelam a faceta multicultural do Vale do Jequitinhonha.

Os Vales são tantos como as Minas Gerais. São vários e multifacetados. Neste Vale, o sagrado está em tudo e revela as tradições dessa gente que traz a terra em suas veias.

Apesar de toda essa riqueza, as condições de vida das populações na maioria dos municípios, ainda é precária e carece de investimento em setores prioritários como saúde, educação, saneamento, habitação e cultura.

A fim de fazer frente à situação de vulnerabilidade social em que se encontra boa parte da população, inclusive crianças, uma série de ações vem sendo realizadas por ONG’s e agentes culturais. Estes grupos têm algum trabalho de formação já iniciado e precisam de aperfeiçoamento, qualificação e continuidade. Investir na formação e qualificação de recursos humanos é vital para o reconhecimento do capital cultural e para o desenvolvimento da região.

Em Rubim, a ONG VOKUIM faz a gestão de um Ponto de Cultura, o Folias da Cultura.

Os Pontos de Cultura são iniciativas culturais desenvolvidas pela sociedade civil com apoio do Governo Federal, através do Programa Mais Cultura, em conjunto com os Governos Estadual e Municipal. Eles representam uma grande conquista para o movimento cultural de todo o país e, em particular para regiões isoladas geograficamente e que prescindem de políticas públicas municipais de incentivo à promoção e volorização da cultura. Como disse o ex-ministo Gilberto Gil, quando esteve à frente da pasta da Cultura,

“O Ponto de Cultura é “uma espécie de ‘do-in’ antropológico, massageando pontos vitais, mas momentaneamente desprezados ou adormecidos, do corpo cultural do País.”

Em Rubim, o Folias da Cultura têm a tarefa de revitalizar manifestações, inventariar bens culturais que estão em vias de extinção e oferecer formação técnica. Através de oficinas, pesquisa, documentação e intercâmbio, os grupos têm espaço para troca, aquecimento da memória e reconhecimento de suas características próprias. As oficinas, de formação visam aperfeiçoar a musicalidade, o ritmo, as vozes, a expressão, a dança, a teatralidade, a culinária, que são aspectos componentes da expressão do povo do Vale.

Em Minas Gerais, em 2009 foram conveniados 100 pontos de Cultura, 15 deles no Vale do Jequitinhonha: Casinhas de Cultura de Jenipapo de Minas, Folias de Cultura de Rubim, Raízes da Nossa Terra de Comercinho, Semente Cultural de Carbonita, Gera-Ação Cultural de São Gonçalo do Rio Preto, Vivendo Cultura de Almenara, Cultura Viva de Couto Magalhães de Minas, Casinha, os nossos pontos de cultura de Virgem da Lapa, Criandoarte (Crianças e adolescentes fazendo arte) de Couto Magalhães de Minas, Estação Cultural de Coronel Murta, Cultura Viva de Veredinha, Ponto do Artesanato e da Cultura de Jequitinhonha, Memorial do Tropeiro de Salinas, Cultura e vida no Vale de Datas e Cultura Ativa de Itaipé.

Este é um ganho cultural para o Vale e para todo o país.

Ações como esta, privilegiam a coletividade e servem de inspiração para a comunidade e a região, além do incremento à economia local, tanto pela inclusão de atividades formativas quanto pela capacitação ou ainda pela troca de saberes e experiências entre os participantes.

Os Pontos de Cultura em funcionamento no Baixo Jequitinhonha, criam uma rede de comunicação que possibilita a reversão deste anonimato, divulgando suas riquezas e incentivando a pesquisa tanto na recuperação dos acervos históricos quanto na preservação do patrimônio material e imaterial.

O Folias da Cultura representa um caminho de inclusão, transformação social, na medida em que fortalece e preserva as manifestações culturais locais, promove intercâmbio, oferece oportunidades de profissionalização por meio da cultura gerando emprego/ocupação e renda num município que está circunscrito na linha da pobreza, com baixo IDH, intenso fluxo migratório, pequena oferta de emprego e oportunidade ascensão social. E ainda, por fazer frente a um processo de homogeneização e massificação da cultura, tão sentidos nos últimos anos e que afetam principalmente cidades pequenas onde não há circulação de dinheiro e há uma enorme carência de investimento no setor cultural.


Conheça o Blog Folias da Cultura: CLIQUE AQUI

Veja o artigo de inauguração do ponto: CLIQUE AQUI 

 

Fonte: Made in Rubim;

Documentário produzido por Lédison Gonçalves para as comemorações do 1° Festival de Cultura Popular Maria Trovão – janeiro de 2012


The video cannot be shown at the moment. Please try again later.

Recebe nossas notícias. Cadastre-se.